'Jetman' suíço diz que sobrevoou o Grand Cânion

Por David Schwartz

REUTERS

11 de maio de 2011 | 14h51

PHOENIX, 11 de maio (Reuters Life!) - Poucas pessoas dizem que o testemunharam pessoalmente, mas um aviador suíço audaz apelidado de "Jetman" afirma ter feito um voo bem-sucedido no fim de semana sobre o Grand Canyon usando um "jetpack" com asas, feito sob medida.

O piloto Yves Rossy sobrevoou uma parte da extremidade oeste do cânion, que faz parte da Reserva Indígena Hualapai, na manhã do sábado, de acordo com comunicado divulgado três dias depois por patrocinadores da fabricante de relógios suíços Breitling.

"Meu primeiro voo nos Estados Unidos com certeza será uma das experiências mais memoráveis de minha vida, não apenas graças à beleza do Grand Cânion, mas também à honra de sobrevoar terras sagradas dos indígenas americanos", disse Rossy no comunicado.

"Obrigado, Mãe Natureza e tribo Hualapai, por terem realizado o sonho de toda minha vida."

O comunicado diz que Rossy foi lançado de um helicóptero a 2.438 metros de altitude e então voou em alta velocidade sobre um trecho do cânion, antes de abrir um paraquedas e aterrissar em segurança no chão do cânion, oito minutos depois.

A convite da Breitling, um grande grupo de repórteres, fotógrafos e equipes de televisão foi para o local remoto no nordeste do Arizona na sexta-feira para assistir ao que a empresa disse que seria uma exibição pública da tentativa de Rossy de sobrevoar o cânion.

Mas, antes do fim do dia, foi dito à mídia que Rossy cancelara o voo devido a atrasos de último minuto em obter a autorização da Administração Federal de Aviação (FAA), o que lhe deixou pouco tempo para um voo de ensaio.

O voo que ele fez no dia seguinte, com poucos observadores presentes exceto sua equipe de apoio, acabou por ser sua única tentativa devido à mudança na condição dos ventos, disse Rachel Jones-Pittier, porta-voz da empresa de relações públicas contratada pela Breitling.

"Não houve intenção de sigilo, nem nada assim", disse ela. "Simplesmente aconteceu de não ser possível convidar a mídia a voltar para o evento substituto."

Um porta-voz da FAA, Ian Gregor, disse que a agência só tomou conhecimento dos planos de Rossy alguns dias antes, por meio da imprensa, e trabalhou em ritmo acelerado para conseguir a autorização necessária para seu jetpack com asas, "que não se enquadra bem em nenhuma categoria de aeronave".

"Rossy foi autorizado a voar na sexta e no sábado", disse Gregor. "Não sabemos se voou de fato no sábado."

Jones-Pittier reconheceu que nenhum membro de veículos de mídia independentes nem de sua firma esteve presente para testemunhar o voo, o que, afirmou, foi uma razão do atraso de três dias em informar o mundo do feito.

Ela disse que foi preciso esse tempo para montar o pacote de fotos e imagens de vídeo que acompanhou o anúncio.

As imagens mostram um homem com um jetpack com asas e capacete caindo de um helicóptero em alta altitude, cortando em seguida para imagens de uma figura alada voando sobre uma paisagem acidentada, a alguma distância. Mas não foi possível verificar a autenticidade das fotos e do vídeo.

Uma testemunha ocular teria sido Robert Bravo, 47 anos, executivo-chefe da Grand Canyon Resort Corp, pertencente à tribo Hualapai, que disse à Reuters que assistiu à façanha desde um mirante com seu filho e filha, de 14 e 20 anos.

"Nós o vimos sair do helicóptero. Ele era tão pequeno, comparado à grandeza do cânion", disse Bravo. "Fiquei estarrecido."

(Reportagem adicional de Steve Gorman)

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