John McCain acredita que EUA devam reduzir arsenal nuclear

Republicano promete descartar bombas se for eleito e pede esforços com Rússia e China para não proliferação

27 de maio de 2008 | 17h44

O virtual candidato republicano à Presidência americana John McCain disse nesta terça-feira, 27, que acredita os Estados Unidos devam descartar uma parte significante de seu arsenal nuclear. Em seu discurso sobre políticas nucleares, o senador falou ainda sobre o fim do desenvolvimento das bombas "quebra-bunkers" e de um trabalho com a Rússia e China para prevenir a disseminação de armas atômicas, informou a rede CNN.  Veja também:Obama e McCain fazem campanha em três Estados americanosDiscreto, Bush começa a arrecadar dinheiro para McCainConheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA Acompanhe a disputa entre os pré-candidatos  "Hoje nós dispomos de milhares de mísseis. Espero reduzir o mais rápido possível esse arsenal para uma força menor", declarou McCain em um pronunciamento na Universidade de Denver, nos EUA.  Manifestantes interromperam o discurso do candidato em quatro ocasiões. Eles foram expulsos do auditório e enfrentaram protestos da audiência, que saudava a candidatura de McCain. "Isso pode se tornar um discurso maior do que vocês imaginaram", ironizou o republicano após uma interrupção. McCain relacionou sua visão a uma proposta do ex-presidente americano Ronald Reagan, ícone dos conservadores. "Há um quarto de século, Reagan declarou, 'nosso sonho é ver o dia em que as armas nucleares serão banidas da Terra'. Esse também é meu sonho", disse o candidato, ressaltando que de qualquer forma trata-se de um objetivo "difícil e distante." Resposta democrata Respondendo ao discurso de McCain, um porta-voz do pré-candidato democrata Barack Obama declarou que o republicano reflete substancialmente as posições democratas, mas que McCain não tem um histórico de domínio sobre a questão. "Nenhum discurso de John McCain poderá mudar o fato dele não ter liderado as questões de não proliferação nuclear quando teve sua chance no Senado." "Seu apoio à guerra do Iraque - que não tinha um programa nuclear ativo - desviou nossos esforços para um descarte seguro do material nuclear, atrasou nossas pressões contra países como a Coréia do Norte e Irã e causou uma diminuição em nosso papel de liderar o mundo contra as ameaças das armas nucleares", continuou o comunicado de Obama. Segundo a CNN, ainda nesta terça McCain enfrentou o que parece ser um ataque velado de Obama. "Hoje, algumas pessoas parecem pensar que descobriram novas causas, algo que eles nunca haviam pensado antes", disse.  "Muitos acreditam que tudo o que precisamos para terminar os programas nucleares de governos hostis é ter conversas presidenciais com líderes em Pyongyang e Teerã, como se nós não estivéssemos tentando conversar com estes governos repetidamente durante as duas últimas décadas", acrescentou o democrata. Os dois candidatos trocam farpas após Obama declarar que está aberto para o diálogo com países como o Irã.

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