Jovens latinos nos EUA morrem mais por homicídio e acidente

A mortalidade entre jovens latinos do sexo masculino nos Estados Unidos cresceu nos últimos anos, devido à maior incidência de homicídios e acidentes automobilísticos.

ROS KRASNY, REUTERS

16 de dezembro de 2010 | 20h58

Um estudo feito pela Escola de Medicina de Yale mostrou que a maior mortalidade dos jovens contraria a tendência de melhora geral na saúde da população de origem latino-americana nos EUA -- situação às vezes chamada de "Paradoxo Epidemiológico Latino".

Com base em indicadores como expectativa de vida, mortalidade infantil e mortalidade por doenças cardiovasculares, os pesquisadores consideram que os latinos dos EUA têm em geral uma saúde melhor que os brancos não-latinos, apesar de serem habitualmente mais pobres, terem menor nível educacional e menos acesso a serviços de saúde.

O estudo foi divulgado no site da revista Injury Prevention. A equipe avaliou mais de 1,8 milhão de mortes ocorridas de 1999 a 2006 na Califórnia, e concluiu que as mortes por homicídios e acidentes de carro eram significativamente mais altas para rapazes latinos do que para rapazes brancos não-latinos.

"Parte disso diz respeito ao contexto em que as lesões ocorrem, e também a fatores de desenvolvimento que influenciam comportamentos de risco entre adolescentes", disse Federico Vaca, professor de medicina de emergências na Escola de Medicina da Universidade Yale, em Connecticut.

Ele acrescentou que é preciso urgentemente adotar medidas de proteção voltadas para esse grupo.

O auge da discrepância na mortalidade entre latinos e brancos não-latinos ocorre entre os 20 e 24 anos de idade, e parece estar se agravando.

A taxa de homicídios para os latinos cresceu no período estudado, embora permaneça abaixo dos índices relatados de 1989 a 97, diz o estudo.

No caso dos acidentes automobilísticos, a vulnerabilidade dos jovens latinos superou a do outro grupo ao longo do período, e também individualmente nos anos de 2003 a 2006.

Para as moças latinas, essa tendência não existe. As jovens latinas maiores de 15 anos têm uma taxa de mortalidade inferior ao de brancas não-latinas.

Entre 2000 e 2006, o índice de crescimento da população latina nos EUA foi o triplo do registrado na população total.

Tudo o que sabemos sobre:
EUALATINOSHOMICIDIO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.