Juiz dos EUA determina quarentena forçada para enfermeira do Maine

A disputa entre o Estado norte-americano do Maine e uma enfermeira que tratou de pacientes com Ebola em Serra Leoa esquentou nesta sexta-feira, quando um juiz emitiu uma ordem provisória forçando a profissional de saúde a cumprir um período de quarentena, após ela ter ignorado autoridades e saído de casa para um passeio de bicicleta.

REUTERS

31 de outubro de 2014 | 13h32

A decisão de Charles LaVerdiere, juiz presidente da corte distrital do Maine, determina que a enfermeira Kaci Hickox seja submetida a "monitoramento ativo direto" e "não comparece a locais públicos" como shopping centers, cinemas e locais de trabalho, exceto para receber tratamento necessário.

A ordem temporária, no entanto, permite que a enfermeira participe do que o juiz chamou de atividades públicas sem reunião de pessoas, como caminhar ou correr no parque, mas a orienta a manter distância de um metro de qualquer pessoa.

A disputa sobre a quarentena entre a enfermeira e as autoridades do Maine se tornou o foco de uma polêmica envolvendo vários Estados norte-americano que decidiram impor medidas restritivas para prevenir o Ebola e um governo federal cauteloso que isso possa prejudicar a ida de voluntários da área de saúde para combater o surto de Ebola na África Ocidental.

(Reportagem de Will Dunham)

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