Juiz dos EUA sentencia ex-preso de Guantánamo à prisão perpétua

Um juiz dos EUA sentenciou na terça-feira à prisão perpétua o primeiro detento de Guantánamo a ser submetido a um julgamento civil, o tanzaniano Ahmed Khalfan Ghailani, de 36 anos, acusado de envolvimento com os atentados de 1998 a embaixadas dos EUA na África.

BASIL KATZ, REUTERS

25 de janeiro de 2011 | 18h54

Um júri o considerou culpado por uma acusação de conspiração para danificar ou destruir com explosivos o patrimônio dos EUA, mas o absolveu de outras 284 acusações de conspiração e homicídio. A defesa havia pedido leniência a Ghailani devido ao tratamento que ele recebeu dos investigadores da CIA.

O processo, que transcorreu em Nova York, foi visto como um teste para o plano do governo de submeter à Justiça comum 173 suspeitos de terrorismo presos na base naval de Guantánamo, encravada em Cuba.

O presidente Barack Obama prometeu, durante sua campanha eleitoral à Presidência, em 2008, que fecharia a prisão de Guantánamo, alvo de condenações internacionais devido aos maus tratos aos detentos.

Mas a iniciativa enfrentou resistência de críticos que consideram necessária a manutenção dessa prisão na luta contra os extremistas islâmicos.

"A sentença de Ahmed Ghailani hoje mostra novamente a força do sistema judicial norte-americano ao responsabilizar terroristas por suas ações", disse em nota o secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder.

"Centenas de indivíduos já foram condenados em cortes federais por terrorismo ou crimes relacionados ao terrorismo desde (os atentados de) 11 de setembro de 2001", acrescentou.

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