Juiz nega adiar julgamento de ex-motorista de bin Laden

Para defesa, Hamdan deve enfrentar processo civil com respaldo de decisão sobre presos em Guantánamo

Agência Estado e Associated Press,

27 de junho de 2008 | 10h32

Um juiz militar negou um pedido da defesa para adiar o julgamento de Salim Hamdan, o ex-motorista do líder terrorista Osama bin Laden. O início das audiências está marcado para o dia 14 de julho e o julgamento deverá começar uma semana depois, na prisão da base militar americana da Baía de Guantánamo.   Veja também:   Justiça dá a presos de Guantánamo direito de ir a tribunais civis   O advogado militar de Hamdan pediu o adiamento. O comodoro Brian Mizer argumenta que a recente decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, sobre os prisioneiros em Guantánamo, estabelece novos direitos para seu cliente iemenita.   Nesta sexta-feira, Mizer disse que ele queria mais tempo para tentar derrubar as acusações contra seu cliente, de que ele apoiou o terrorismo. Segundo Mizer, o tribunal militar rejeitou a moção na noite da quinta-feira. O julgamento de Hamdan deveria começar no dia 2 de junho, mas foi adiado para esperar a decisão da Suprema Corte sobre o status dos prisioneiros em Guantánamo.   Mizer admite que Hamdan trabalhou para bin Laden, mas afirma que ele era apenas um subordinado de menor importância e não teve nenhum papel nos ataques terroristas contra os Estados Unidos e seus aliados. Já a acusação do governo dos EUA afirma que ele não só era o motorista de bin Laden como ajudou o líder terrorista a escapar da perseguição americana no Afeganistão, após os ataques de 11 de setembro de 2001.

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