Juiz nega fiança a acusado de matar jornalista português

O modelo acusado de castrar e matar um jornalista português em Nova York deverá continuar preso, sem direito a fiança, enquanto aguarda o andamento do processo.

REUTERS

14 de janeiro de 2011 | 19h02

A morte do conhecido jornalista Carlos Castro, de 65 anos, chocou Portugal. Ele foi achado há uma semana numa poça de sangue no seu quarto, no hotel Intercontinental, a poucos quarteirões da Times Square. Legistas disseram que ele sofreu lesões na cabeça e foi estrangulado.

O modelo Renato Seabra, de 21 anos, também português, confessou ter ferido Castro com um saca-rolhas e cortado os testículos dele, segundo o boletim de ocorrência divulgado na sexta-feira, pouco antes da primeira audiência judicial sobre o caso.

O documento diz que o rosto de Castro tinha marcas de sapatos e arranhões.

Seabra está internado sob custódia no hospital Bellevue -- a mídia local disse que ele tentou cortar os pulsos -- e assistiu à audiência de sexta-feira por teleconferência, com a ajuda de um intérprete. Usava um pijama hospitalar verde.

O juiz Anthony Ferrara determinou que o modelo continue preso pelo menos até a próxima audiência, em 1o de fevereiro. Maxine Rosenthal, assistente da promotoria, afirmou à corte que "se trata de um crime muito sério e muito violento."

Castro, nascido em Angola durante o colonialismo português, trabalhou para vários veículos de comunicação do seu país, como o Diário de Notícias, 24 Horas e Correio da Manhã, segundo seu site.

(Reportagem de Basil Katz)

Tudo o que sabemos sobre:
EUAPORTUGUESMORTO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.