Juiz ordena libertação de preso de Guantánamo por falta de provas

Segundo decisão, governo Obama falhou em provar que iemenita preso há 8 anos pertence à Al-Qaeda

AP,

16 de agosto de 2010 | 21h08

WASHINGTON- Um juiz federal dos Estados Unidos ordenou a libertação de um prisioneiro que esta há mais de oito anos em Guantánamo, afirmaram autoridades nesta segunda-feira, 16.

 

Em uma decisão secreta feita em julho e divulgada hoje, o juiz Henry Kennedy afirmou que o governo do presidente Barack Obama falhou provar que o iemenita Adnan Farhan Abd Al Latif era membro da Al-Qaeda ou de uma organização associada.

 

O governo americano alegou que um recrutador da Al-Qaeda incentivou Latif a viajar ao Afeganistão para receber treinamento militar. O preso, no entanto, diz que foi ao país depois de ter recebido uma promessa de que iria receber tratamento médico grátis por ferimentos em sua cabeça, sofridos após um acidente de carro no Iêmen.

 

"As evidências mostram que Latif teve ferimentos na cabeça que continuaram a afetá-lo em 2001, pelo que procurou tratamento", concluiu o juiz. O detento "apresentou uma alternativa plausível para explicar sua viagem", acrescentou.

 

Um porta-voz do Departamento de Justiça afirmou que o veredicto, que pode ser apelado, está sob revisão.

 

Latif, preso na fronteira entre Paquistão e Afeganistão em 2001, pode voltar ao Iêmen ou viajar a um país que o aceite, caso o Departamento de Justiça não tente invalidar a decisão do juiz.

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