Juiz rejeita pedido de liberdade de prisioneiro de Guantánamo

Al-Bihani está detido há sete anos e afirma ter sido apenas auxiliar de cozinheiro do Taleban

Efe,

29 de janeiro de 2009 | 04h37

Um juiz federal rejeitou na quarta-feira, 28, o pedido de liberdade de um prisioneiro de Guantánamo detido há sete anos pelas forças americanas no Afeganistão, informaram fontes judiciais. Ghaleb Nassar al-Bihani afirma ter sido detido quando era somente um auxiliar de cozinheiro das forças talebans e que nunca participou de qualquer confronto. No entanto, o juiz Richard Leon argumentou que as tarefas que Bihani, de nacionalidade iemenita, desempenhava o transformavam automaticamente em um combatente inimigo dos Estados Unidos. O juiz acrescentou que não é necessário atirar contra os Estados Unidos ou seus aliados para ser considerado um adversário, e que os serviços prestados por Bihani para alimentar as forças talebans o incluem na definição de combatente inimigo. "Após tudo, como dizia Napoleão, um Exército inimigo marcha com seu estômago", disse Leon, ao justificar sua decisão. Os advogados do detento anunciaram que apelarão da sentença. Bihani "esteve detido durante mais de sete anos sobre a base de denúncias de que era um cozinheiro", criticou o advogado Reuben Camper.

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