Juíza americana ordena libertação de preso de Guantánamo

Governo argumentava que iemenita de 33 anos era combatente inimigo; audiência ocorreu sob sigilo

Agência Estado e Associated Press,

31 de março de 2009 | 18h19

Uma juíza federal ordenou que os Estados Unidos libertem um prisioneiro da Baía de Guantánamo. A juíza distrital norte-americana Ellen Segal Huvelle editou a decisão de uma página nesta terça-feira, 31, pedindo a libertação de Yasin Muhammed Basardh, um homem de 33 anos do Iêmen.

 

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A juíza não explicou na decisão a razão pela qual Basardh deveria deixa a base naval cubana, mas disse que isso foi explicado durante a audiência fechada em seu tribunal ocorrida nesta terça-feira. Basardh vem lutando há anos nos tribunais para ser libertado.

 

Os Estados Unidos argumentam que ele é um combatente inimigo e por essa razão é mantido legalmente em Guantánamo. Mas detalhes de seu caso são mantidos em segredo e não estão disponíveis para decisões judiciais.

 

O porta-voz do Departamento de Justiça, Dean Boyd, disse apenas que o departamento está revisando a decisão do tribunal. O advogado de Basardh, Stephen Sady, defensor público no Estado do Oregon, disse que não podia fazer comentários sobre o caso porque a audiência ocorreu sob sigilo.

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