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Júri de Nova York não indicia policial branco que matou negro desarmado

A decisão veio à tona somente uma semana e meia depois de um júri do Missouri tomar a mesma medida em relação a um policial branco que matou um jovem negro em um incidente que despertou tensões raciais

REUTERS

03 de dezembro de 2014 | 20h49

Um júri de Nova York decidiu não indiciar um policial que matou um homem negro desarmado com uma chave de braço enquanto tentava prendê-lo por vender cigarros ilegalmente, informou um advogado da família da vítima nesta quarta-feira.

A decisão veio à tona somente uma semana e meia depois de um júri do Missouri tomar a mesma medida em relação a um policial branco que matou um jovem negro em um incidente que despertou tensões raciais.

Eric Garner, de 43 anos e pai de seis filhos, morreu em 17 de julho em Staten Island, o menor distrito de Nova York, depois que policiais o imobilizaram com uma chave de braço.

O legista da cidade determinou que a morte foi um homicídio.

O manual de patrulhamento do Departamento de Polícia de Nova York proíbe esse tipo de imobilização, que afirma ser perigosa.

O advogado de direitos civis Jonathan Moore, que representa a família de Garner, disse ter sido informado que nenhum processo seria aberto contra o policial branco, Daniel Pantaleo, que aplicou o golpe em Garner.

O júri vinha analisando o caso Garner desde agosto, e Pantaleo testemunhou diante do júri durante duas horas em 21 de novembro, de acordo com seu advogado.

O confronto mortal foi registrado em um vídeo que logo se espalhou pela Internet e ajudou a atiçar as discussões sobre como a polícia dos Estados Unidos usa a força, especialmente contra minorias.

Cynthia Davis, chefe da Rede de Ação Nacional de Staten Island, ao ouvir a decisão de liberar o policial no caso Garner, declarou: “Por favor, não me diga isso”. Ela se recusou a fazer mais comentários.

O porta-voz do promotor federal de Staten Island Daniel Donovan não foi encontrado de imediato para comentar.

Ao declarar que a morte de Garner foi um homicídio, o legista disse que os policiais o mataram ao comprimir seu pescoço e seu peito. Seus problemas de saúde, como asma e obesidade, também influenciaram, disse.

A Associação Benevolente do Patrulheiros, o sindicato municipal da polícia, insiste que os policiais agiram corretamente e nos termos da lei.

(Reportagem de Ellen Wulfhorst, Barbara Goldberg e Frank McGurty)

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