Justiça dos EUA nega clemência a acusado de pena de morte

Uma comissão de liberdade condicional do Estado norte-americano da Geórgia negou na terça-feira um apelo por clemência de última hora a Troy Davis, que está condenado a ser executado na quarta-feira pelo assassinato de um policial, em um caso que atraiu atenção internacional.

MATTHEW BIGG, REUTERS

20 Setembro 2011 | 21h31

Davis foi condenado pelo assassinato em 1989 do policial Mark MacPhail perto de um restaurante Burger King na cidade de Savannah, na costa atlântica do Estado no sul dos EUA.

Seu caso se tornou um foco para os adversários da pena de morte porque sete das nove testemunhas do julgamento voltaram atrás de seus testemunhos contra ele, levando algumas pessoas a dizerem que Davis pode ser inocente.

A decisão do Conselho de Indultos e Liberdade Condicional da Geórgia parece fechar o caminho legal mais viável para Davis evitar a execução. A lei do Estado da Geórgia dá autoridade sobre indultos e liberdade condicional ao conselho, o que significa que não cabe mais recurso no nível estadual.

"O conselho considerou a totalidade das informações apresentadas neste caso e deliberou sobre isso, depois do que a decisão tomada foi por negar a clemência", disse o órgão estatal em comunicado.

Davis deve morrer por injeção letal às 19h (hora local) da quarta-feira, numa prisão em Jackson, na Geórgia.

A família de MacPhail diz que Davis é culpado e deve ser executado.

O ganhador do prêmio Nobel da Paz Desmond Tutu e Helen Prejean, que escreveu "Dead Man Walking", um livro sobre um prisioneiro condenado à morte, estão entre aqueles que se manifestaram publicamente contra a execução de Davis.

Cerca de 2.000 pessoas, incluindo líderes dos direitos civis, se reuniram em nome dele na última sexta-feira.

Mais conteúdo sobre:
EUACLEMENCIANEGADA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.