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'Kennedy era a alma do partido democrata', afirma Obama

O presidente dos EUA também elogiou Ted Kennedy como a voz dos pobres e impotentes de seu país

29 de agosto de 2009 | 13h53

O presidente Barack Obama saudou neste sábado, 29, o senador Edward Kennedy como "a alma do partido democrata" e disse que em sua vida pessoal ele atendeu às expectativas como "herdeiro de um legado de peso."

 

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Obama também elogiou Ted Kennedy como o "grande legislador de seu tempo" e como a voz dos pobres e impotentes.

 

O caixão fechado e coberto com a bandeira americana foi recebido com música cerimonial após a transferência, em meio a fortes medidas de segurança, da Biblioteca Presidencial JFK, onde permaneceu desde quarta-feira, até o setor de Mission Hill, em Boston (Massachusetts).

 

A missa, que dura aproximadamente duas horas, contara com a presença de cerca de 1,5 mil convidados, entre eles os ex-presidentes Jimmy Carter, Bill Clinton e George W. Bush, além de dezenas de líderes das duas câmaras do Congresso de EUA e vários ex-senadores que viajaram a Boston, em Massachusetts, para participar da missa fúnebre a Edward Kennedy.

 

O corpo de Ted Kennedy está na Biblioteca Presidencial JFK, em Boston, desde quarta-feira. Kennedy morreu na noite da terça-feira aos 77 anos, após uma luta de 15 meses contra um câncer cerebral e, desde então, dezenas de milhares de pessoas dentro e fora dos EUA, tanto figuras políticas quanto pessoas comuns lhe prestaram homenagem. 

 

Calcula-se que cerca de 50 mil pessoas passaram pelo emblemático edifício em Boston para se despedir do patriarca do clã Kennedy. Desde que Kennedy morreu na terça-feira de câncer cerebral, os americanos vêm promovendo uma série de homenagens ao último dos irmãos Kennedy, alguém que exerceu papel chave nas grandes transformações sociais e políticas dos Estados Unidos no último meio século.

 

O corpo de Kennedy será levado na noite de sábado para o Cemitério Nacional de Arlington, nos arredores de Washington, para ser sepultado ao lado dos restos de seus irmãos, o ex-presidente John F. Kennedy e o senador Robert Kennedy, ambos assassinados na década de 1960.

 

O início da carreira política de Edward Kennedy aconteceu à sombra da vida e morte de John e Robert, mas ele acabou atuando por quase 47 anos no Senado, onde se tornou defensor dos progressistas e foi ao mesmo tempo repudiado e respeitado pelos conservadores.

 

Na sexta-feira, depois de um velório público que atraiu mais de 30 mil pessoas -tantas que os seguranças foram obrigados a barrar a entrada de algumas -, dignitários dos dois lados do espectro político participaram de uma cerimônia memorial fechada no Museu e Biblioteca John F. Kennedy.

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