Kerry pressiona países árabes por apoio na campanha contra o EI

Após Obama anunciar uma nova ofensiva contra os extremistas, os EUA buscam mais direitos de sobrevoo para aviões militares  

O Estado de S. Paulo

11 Setembro 2014 | 07h18

O secretário de Estado americano, John Kerry, pressionará os líderes árabes nesta quinta-feira, 11, para que apoiem os planos do presidente Barack Obama de uma nova campanha militar contra os militantes do grupo Estado Islâmico, incluindo ajuda com maiores direitos de sobrevoo por parte de aviões militares dos EUA.

Autoridades americanas lançaram a campanha contra o EI como uma luta global contra os radicais islâmicos e a ameaça que eles representam, não só para a Síria e o Iraque, mas especialmente por atraírem combatentes estrangeiros ocidentais.

Embora os EUA não tenham identificado ameaças específicas dentro do país, as autoridades americanas dizem acreditar que os extremistas poderiam retornar aos países de origem e realizar ataques.

Num esboço do que Kerry iria buscar com os parceiros regionais em uma reunião de potências árabes e a Turquia em Jidá, um alto funcionário do Departamento de Estado disse: "Podemos precisar reforçar bases e sobrevoos, haverá em breve uma reunião dos ministros da Defesa para avaliar esses detalhes".

Na noite de quarta, Obama traçou nesta as linhas gerais do plano para uma nova "guerra ao terror", desta vez contra o EI, que controla grandes áreas no Iraque e na Síria. "Caçaremos os terroristas que ameaçam nosso país onde quer que eles estejam. Isso significa que não hesitarei em atacar o EI na Síria e no Iraque."

Em discurso feito na Casa Branca, o presidente prometeu "destruir de uma vez por todas" o grupo militante, mas sem participação de tropas americanas em terra, e mencionou mais de uma vez que os EUA não estavam "sozinhos" na ação militar e teriam apoio de aliados para realizar missões aéreas e enviar ajuda para os iraquianos. / REUTERS

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