Kremlin confirma que alguns dos suspeitos detidos nos EUA são russos

Governo pede que americanos considerem 'boas relações' e que episódio não estremeçam laços

Reuters

29 de junho de 2010 | 14h04

MOSCOU - Alguns dos suspeitos de espionagem detidos pelos EUA são russos, disse nesta terça-feira, 29, o ministro de Relações Exteriores russo, Seguei Lavrov. O chanceler, porém, insistiu que os supostos espiões não agiam contra o governo americano.

 

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O comunicado do ministro informa que a Rússia está contando com os EUA para "mostrar a devida compreensão no caso, levando em conta o caráter positivo no qual atualmente se encontram as relações entre os dois países." Lavrov, porém, não detalhou quantos dos 11 detidos eram russos.

 

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, fez declarações parecidas durante seu encontro com o ex-presidente americano Bill Clinton, que está em Moscou para falar em uma conferência de investimentos. "Entendo que estejam prendendo as pessoas nos EUA", disse Putin ao americano. "É o trabalho da Polícia. Conto com o fato de que a tendência positiva vista em nossas relações não seja danificado por esses eventos", disse o russo.

 

O canal NTV identificou dois dos acusados como russos e publicou suas fotos em um site de redes sociais. Segundo o canal, Mikhail Semenko se mudou para os EUA em 2008 e Anna Chapman, que teria um marido inglês, se mudou para o país em fevereiro deste ano.

 

O FBI, o serviço federal americano, anunciou a prisão de dez suspeitos depois de investigá-los por anos. Eles são acusados de criar uma rede de infiltração para coletar informações sobre a estratégia americana em diversos assuntos externos enquanto levavam uma vida normal nos EUA. Um outro suspeito de espionar para a Rússia foi detido nesta terça no Chipre.

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