Latinos protestam contra deportações em frente à sede de Obama

Programa 'Comunidades Seguras' deve deportar imigrantes não-autorizados com condenações criminais

EUNJU LIE, REUTERS

17 de agosto de 2011 | 08h04

CHICAGO - Ativistas latinos realizaram um protesto em frente à sede da campanha eleitoral de 2012 do presidente Barack Obama na terça-feira, pedindo que ele encerre o programa de deportação criminal que, segundo eles, está capturando uma série de imigrantes ilegais que não cometeram crimes.

O Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), estabeleceu o programa "Comunidades Seguras" em parceria com autoridades policiais locais e o FBI para deportar imigrantes não-autorizados com condenações criminais.

"Eles estão dizendo que é para deportar imigrantes criminosos, mas na realidade, não é o que está acontecendo", disse Xochitl Espinoza, do grupo ativista Aliança Nacional para Comunidades Latino-Americanas e Caribenhas, que participou no protesto de terça-feira.

Obama apoia uma reforma abrangente nas leis de imigração, que impulsione a fiscalização nos locais de trabalho e a segurança nas fronteiras, concedendo também uma chance aos milhões de imigrantes ilegais, com históricos regularizados, de se tornarem cidadãos se pagarem uma multa e aprenderem inglês.

Mas, segundo dados do ICE, autoridades norte-americanas deportaram 392.862 estrangeiros em 2010, sendo que menos de metade desses -- 195.772 -- eram criminosos condenados.

Os manifestantes trouxeram uma petição assinada por 24 mil pessoas pedindo ao presidente democrata a abolição do programa. Eles se queixaram de que o programa concedia poderes à polícia para agir como agentes de imigração.

"O propósito desse evento não é pedir uma legislação, mas pedir para que Obama exerça de forma muito mais corajosa e firme sua autoridade como presidente", disse Oscar Chacon, diretor-executivo da Aliança. "Obama tem o poder de tomar a decisão e encerrar o programa."

Os republicanos, que controlam a Câmara dos Deputados dos EUA, se opõem a uma reforma abrangente nas leis de imigração, e defendem medidas mais rígidas.

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