Legalização não estimulou uso de maconha entre adolescentes nos EUA, diz estudo

De acordo com pesquisa, nos últimos 30 anos, probabilidade de adolescente em idade escolar ter feito uso da erva era apenas 0,8 por cento maior em Estados que legalizaram maconha

MORIAH COSTA, REUTERS

29 de julho de 2014 | 14h22

Um aumento no uso de maconha entre adolescente norte-americanos nos últimos 20 anos não possui nenhuma relação significativa com a legalização da maconha para fins medicinais em muitos Estados dos Estados Unidos, de acordo com os resultados de uma nova pesquisa.

Comparando diferentes levantamentos sobre o uso de maconha entre adolescentes, conduzidos anualmente pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças, um órgão federal, os pesquisadores descobriram que ao longo dos últimos 30 anos a probabilidade de um adolescente em idade escolar ter feito uso da erva era apenas 0,8 por cento maior em Estados que legalizaram a droga do que em Estados onde o uso medicinal não foi aprovado.

"Nossos resultados não coincidem com a hipótese de que a legalização da maconha medicinal causa um aumento no uso de maconha entre estudantes do colegial", escreveram os autores do estudo, D. Mark Anderson, da Universidade de Montana, Daniel Rees, da Universidade do Colorado, e Benjamin Hansen, da Universidade de Oregon.

Vinte e um Estados dos EUA e o Distrito de Columbia legalizaram o uso de maconha para propósitos medicinais, enquanto dois Estados, Colorado e Washington, agora também permitem seu uso recreacional. O Alasca e o Oregon tem votações sobre a legalização do uso recreacional marcadas para novembro.

A maconha continua ilegal sob a lei federal dos EUA.

(Reportagem de Moriah Costa)

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