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Legalizar maconha não ajuda economia, diz Barack Obama

Presidente discutiu questão abertamente em conferência online; para internautas, medida geraria arrecadação

Reuters

26 de março de 2009 | 18h40

O presidente dos EUA, Barack Obama, demonstrou nesta quinta-feira, 26, ser contra a legalização da maconha, ao menos como remédio para recuperar a economia norte-americana. Ele discutiu a questão abertamente, mas quase em tom de piada, em uma conversa online com cidadãos. Disse que essa foi a ideia favorita das 3,6 milhões de pessoas que votaram em mais de 100 mil perguntas submetidas ao site da Casa Branca.

 

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"Devo dizer que houve uma questão que obteve uma colocação bastante alta, sobre se legalizar a maconha melhoraria a economia e a criação de empregos", disse ele, provocando risos no evento da Casa Branca. "E não sei o que isso diz a respeito da audiência online", acrescentou o presidente, com ar zombeteiro. "Essa foi uma pergunta bastante popular. Queremos ter certeza de que seja respondida."

"A resposta é não, não acho que seja uma boa estratégia para nossa economia crescer", afirmou, antes de passar aos temas mais graves do desemprego e da reforma da saúde pública. "Obrigado por esclarecer isso", disse Jared Bernstein, economista-chefe da vice-presidência, que atuou como moderador.

Muitos autores de perguntas sugeriram que regulamentar a produção e venda de maconha geraria uma enorme arrecadação fiscal. Posteriormente, jornalistas perguntaram ao porta-voz Robert Gibbs se Obama, que admitiu em sua autobiografia que experimentou drogas na juventude, estava deixando alguma margem de manobra nessa questão.

"O presidente se opõe à legalização da maconha", disse Gibbs a jornalistas, enfatizando sua seriedade. "Ele não acha que esse seja o plano correto para a América". Quanto à posição do novo governo sobre o uso medicinal da maconha, ele pediu que o Departamento de Justiça fosse consultado.

Gibbs sugeriu que ativistas pela liberação da maconha tenham mobilizado simpatizantes para mandarem as perguntas relativas ao tema e votarem repetidamente nelas pela Internet.

 

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