Legislativo dos EUA aprova projetos para retirada do Iraque

Projetos aprovados exigem que Pentágono tenha plano de retirada militar e amplie os períodos de descanso

Efe,

28 Julho 2007 | 03h11

O Comitê das Forças Armadas da Câmara de Representantes aprovou na sexta-feira, 27, dois projetos que exigem ao Pentágono um plano de retirada militar do Iraque, e ampliam os períodos de descanso dos soldados.   Aprovado por 55 votos a favor e 2 contra, o primeiro projeto exige ao Departamento de Defesa que apresente aos comitês de ambas as Casas Legislativas um plano sobre a retirada de tropas. Em carta enviada à senadora Hillary Clinton, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, informou que o Pentágono já está elaborando um plano gradual de retirada.   O segundo projeto, aprovado com 32 votos a favor e 25 contra, prevê mais tempo de descanso aos soldados e tropas da reserva, entre uma e outra missão no Iraque.   Ambas as iniciativas serão discutidas pelo plenário da Câmara de Representantes na semana que vem, no marco de um esforço democrata para recolher votos de legisladores republicanos descontentes com a estratégia do presidente George W. Bush para o Iraque.   No entanto, os republicanos afirmam que se trata de um esforço inútil, e que será necessário esperar o relatório sobre a situação no Iraque que será apresentado em setembro pelo comandante das forças americanas no Iraque, o general David Petraeus.   O general reformado John Keane, ex-chefe do Estado-Maior do Exército, assinalou que as resoluções são "ridículas e sem sentido", e contradizem os avanços na nação árabe. "Estamos na ofensiva", disse Keane, que afirmou que a segurança melhorou em Bagdá, desde o aumento, este ano, do número de tropas no Iraque.   Mas suas afirmações foram rechaçadas pela democrata Ellen Tauscher, patrocinadora de ambos os projetos. Ela acusou o general de ter descartado, há dois anos, o risco de uma guerra civil no Iraque. "Em 2005 o senhor estava muito otimista, como agora. Com todo respeito, o senhor estava errado, como também está agora", afirmou.

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