Lei antiarmas nos EUA precisa incluir mais checagens, diz senador

O líder da maioria democrata no Senado dos Estados Unidos, Harry Reid, disse nesta quinta-feira que qualquer nova lei para o controle de armas precisará, para ser eficaz, incluir verificações mais completas dos antecedentes de interessados em adquirir armas de fogo, como deseja o presidente norte-americano, Barack Obama.

Reuters

21 de março de 2013 | 20h44

Reid manifestou a esperança de que republicanos e democratas cheguem logo a um acordo sobre as novas regras para a checagem de antecedentes criminais e de possíveis problemas de saúde mental dos compradores, inclusive em vendas feitas por particulares.

Comerciantes de armas com registro federal já são obrigados a fazer essas verificações, mas cerca de 40 por cento das armas são adquiridas de particulares, hoje isentos da regra.

As pesquisas mostram que 90 por cento dos norte-americanos são favoráveis à verificação de antecedentes criminais e psicológicos de todos os compradores de armas.

O Senado vai iniciar a tramitação da lei antiarmas quando voltar do recesso de Páscoa, em 8 de abril.

Reid disse que vai apresentar um projeto no Senado que inclua as verificações de antecedentes, junto com duas medidas recentemente aprovadas pela Comissão de Justiça da Casa.

Uma delas prevê mais repressão ao tráfico de armas, e outra libera 40 milhões de dólares por ano na próxima década para reforçar a segurança nas escolas.

Obama propôs o pacote antiarmas depois do massacre de 20 crianças e 6 adultos em uma escola primária de Connecticut, em dezembro, num crime que chocou o país.

(Reportagem de Thomas Ferraro)

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