Líderes de várias religiões apoiam construção de mesquita no Marco Zero

Segundo carta de 71 religiosos, medo em relação à construção é baseado em distorção dos fatos

AP,

20 de agosto de 2010 | 18h11

 

LOS ANGELES- Cerca de 30 líderes religiosos do sul da Califórnia se reuniram nesta sexta-feira, 20, em Los Angeles para demonstrar seu apoio à construção de uma mesquita e um centro comunitário a duas quadras do terreno do World Trade Center, em Nova York.

 

Representando mais de dez religiões, os líderes leram uma carta aberta em uma coletiva de imprensa em frente ao Centro Islâmico do Sul da Califórnia. Segundo os religiosos, o crescente medo e histeria em relação a uma mesquita no Marco Zero é antiamericano e baseado em uma distorção dos fatos.

 

A carta foi assinada por 71 líderes religiosos, incluindo judeus, muçulmanos, católicos apostólicos romanos, presbiterianos, batistas, mórmons, episcopais, quacres e sufis.

 

"Isso é antiamericano, o que estamos vendo e sentindo hoje", disse Stephen Rohde, fundador do grupo Comunidades Religiosas Unidas por Justiça e Paz. "Isso precisa ser rejeitado por pessoas racionais, isso precisa ser rejeitado por pessoas de fé".

 

"Cada fé aqui foi negada a seu direito", afirmou. "Nós já vimos isso antes, nós estamos vendo isso agora. Americanos precisam falar com uma voz unida e nós estamos falando com essa voz hoje".

 

O complexo de 13 andares que está sendo construído foi orçado em US$ 100 milhões. O centro terá uma mesquita, estações culturais, áreas esportivas e outros espaços públicos. Os idealizadores do projeto alegam que ele atenderia a comunidade de Manhattan e descartam levá-lo para outro lugar.

 

O projeto dividiu famílias de vítimas do 11 de setembro e nova-iorquinos. Pessoas contrárias afirmam que é insensível construir uma mesquita próximo a um local onde terroristas islâmicos mataram mais de 2.700 pessoas, ideia apoiada pelo governador do Estado de Nova York, David Paterson, que quer transferir a construção de local.

O presidente Barack Obama, no entanto, assim como o prefeito da cidade de Nova York, Michael Bloomberg, afirmam que os direitos constitucionais de liberdade religiosa precisam ser respeitados.

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