Líderes democratas do senado dos EUA propõem reforma imigratória

Proposta foi feita após medidas adotadas no Arizona; para Obama, sistema de imigração não funciona

29 de abril de 2010 | 20h39

Reuters

 

WASHINGTON- O líder da maioria do Senado dos Estados Unidos, Harry Reid, e seus correligionários democratas apresentaram nesta quinta-feira, 29, um marco para uma extensa reformas das leis de imigração do país.

 

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Consequência da polêmica provocada pelas duras medidas adotadas no Arizona contra imigrantes ilegais, os democratas disseram que o primeiro passo para uma reforma deve ser fortalecer a segurança na fronteira.

 

Os legisladores também pediram a criação de uma tarja de identificação de alta tecnologia para os trabalhadores imigrantes, um novo processo para admitir os empregados e, eventualmente, uma via à cidadania para as pessoas que permanecem de forma ilegal no país.

 

Entre as petições, também se encontram "sanções mais duras" contra os empregadores americanos que contratam imigrantes ilegais.

 

O presidente Barack Obama acolheu nesta quinta os planos dos líderes democratas do Congresso para avançar com a reforma de imigratória e prometeu ter um rol ativo para consertar o que chamou de um sistema "danificado".

 

"A proposta esboçada hoje no Senado é um passo muito importante no processo de reparar o sistema de imigração da nossa nação", disse Obama por meio de um comunicado.

 

"O que está cada vez mais claro é que não podemos esperar mais para consertar nosso sistema danificado de imigração, que tanto democratas e republicanos concordam que não funciona", completou.

 

Obama disse que trabalhará com ambos os partidos sobre o plano da reforma.

 

Estima-se que haja cerca de 10,8 milhões de imigrantes ilegais nos Estados Unidos, de acordo com o líder do Senado, que pediu a cooperação das duas coligações para alcançar a reforma imigratória.

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