Líderes democratas pedem ações 'firmes' e 'urgentes' contra Irã

Comitê de Exterior enviou carta a Obama expressando preocupação com relatório sobre programa nuclear

Efe,

27 de março de 2009 | 17h15

Líderes democratas da Câmara de Representantes afirmaram que os Estados Unidos devem responder com "urgência" ao programa nuclear iraniano, e pediram ações firmes em caso de fracasso do diálogo com o Irã. Os membros do Comitê de Assuntos Exteriores da Câmara Baixa divulgaram nesta sexta-feira, 27, uma carta enviada na quinta à noite ao presidente Barack Obama na qual expressaram sua preocupação com um relatório recente que assinala que o Irã já armazenou urânio enriquecido de baixa graduação suficiente para gerar uma arma nuclear.

 

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Os legisladores, liderados pelo presidente do Comitê, Howard Berman, coincidiram com Obama em que os Estados Unidos não podem permitir que o Irã possua uma arma nuclear, e pediram ao governo que estabeleça "o mais rápido possível" um diálogo "sério e crível" com esse país, de preferência antes de suas eleições presidenciais, em junho.

 

O objetivo dessa aproximação diplomática com o Irã, explicaram na carta, deve ser a suspensão no curto prazo do enriquecimento de urânio, através de "incentivos significativos". No entanto, advertiram que o Irã não deve se esconder atrás dessas discussões para continuar com seu programa nuclear, e precisa suspender "de forma verificável" o programa de enriquecimento de urânio "o mais tardar em um prazo de poucos meses depois do início" das negociações.

 

Se o diálogo não culminar com os resultados desejados, o governo de Washington deve "aplicar as ferramentas a seu alcance para aumentar as pressões econômicas sobre os iranianos", recomendaram na carta. Segundo os legisladores, entre as possíveis medidas de pressão estão as sanções ao Banco Central do Irã e aos bancos internacionais que fazem negócios com os bancos iranianos, e sanções a companhias energéticas que investem no setor de gás e petróleo no Irã.

 

Também recomendaram sanções contra companhias que fornecem seguros a navios e aviões que utilizam os portos iranianos, e negar o acesso a portos americanos de companhias que também utilizam portos iranianos.

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