Alejandro Ernesto/AE
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Lula diz que é hora de Venezuela e EUA melhorarem relações

Segundo o presidente, colega venezuelano estava 'totalmente desprendido' quando cumprimentou Obama

EFE

19 de abril de 2009 | 15h07

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que, com a aproximação entre os chefes de Estado de Venezuela, Hugo Chávez, e Estados Unidos, Barack Obama, chegou a hora de os dois países melhorarem suas relações.

 

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"Acho que esse clima está pelo menos recém-criado", disse Lula numa entrevista coletiva em Port of Spain, ao término da 5ª Cúpula das Américas.

 

O presidente brasileiro destacou ainda que recentemente aconselhou Chávez a buscar uma aproximação com Obama, e disse que, em Trinidad e Tobago, o colega venezuelano estava "totalmente desprendido" quando foi conversar com seu colega americano.

 

"Chávez, acho que é hora de você tomar a iniciativa e conversar com o presidente Obama. Se sua divergência era com (George W.) Bush e não com os Estados Unidos, este é o momento", disse Lula sobre uma conversa que teve há pouco tempo com o governante da Venezuela.

 

Durante a Cúpula das Américas, Chávez e Obama trocaram apertos de mãos pelo menos duas vezes, na sessão inaugural do encontro e ontem, quando o chefe de Estado venezuelano presenteou o ocupante da Casa Branca com um exemplar do livro "As Veias Abertas da América Latina", do uruguaio Eduardo Galeano.

 

"Todos esperavam que Chávez e Obama fossem se atacar nesta cúpula. Mas foi diferente, com Chávez dizendo que não basta ser parceiro comercial dos Estados Unidos, que é preciso ser amigo. Ele quer ser amigo dos EUA", acrescentou Lula.

 

O presidente brasileiro revelou ainda que, nos últimos anos, tentou arranjar uma reunião entre Chávez e Bush, que não foi possível porque o venezuelano "tinha a convicção" de que seu colega americano "tinha ordenado o golpe" de Estado de abril de 2002.

 

Ao fazer um balanço geral da Cúpula das Américas, Lula afirmou que deixa Port os Spain "extremamente surpreso" com os pontos positivos da reunião, já que os EUA e os outros países do continente estabeleceram "uma nova forma de vencer as divergências e debatê-las com maturidade".

 

"É totalmente possível uma evolução nas relações entre os Estados Unidos e a América Latina", disse o chefe de Estado brasileiro. "Obama deve ter tomado um banho de América Latina" em seu primeiro contato direto com os países da região - com exceção de Cuba, que não participa dos encontros continentais por não integrar a Organização dos Estados Americanos (OEA) -, acrescentou o presidente.

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