Maioria dos americanos apoia lei de imigração do Arizona, diz pesquisa

59% dos ouvidos em estudo aprovaram legislação que institui prisão de imigrantes ilegais

REUTERS

12 Maio 2010 | 20h42

Uma ampla maioria dos norte-americanos apoia a rígida lei de imigração adotada pelo estado do Arizona, e apenas 25% são partidários das propostas do presidente Barack Obama, que defende a legalização de milhões de imigrantes clandestinos, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira, 12.    

 

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A polêmica lei sancionada no mês passado no estado do Arizona exige que as autoridades peçam documentos a quem despertar "suspeitas razoáveis" de ser imigrante ilegal, e que prendam quem não conseguir comprovar o seu status legítimo no país.

Críticos dizem que isso abre uma brecha para a discriminação racial e que, portanto, a lei é inconstitucional.

O estudo do Centro Pew de Pesquisas para o Povo e a Imprensa mostrou que 59% dos adultos ouvidos em uma pesquisa nacional aprovavam a lei em termos gerais. Mais expressiva ainda é a quantidade de pessoas de acordo com itens específicos, como a autorização para as abordagens policiais (73%) e a prisão de imigrantes clandestinos (67%).

A nova lei reavivou o debate sobre a imigração nos Estados Unidos, levando o governo e a bancada democrata no Senado a propor uma reforma na lei federal sobre o assunto, embora um tema tão polêmico dificilmente será abordado nos meses que antecedem a eleição parlamentar de novembro.

Obama apoia um sistema pelo qual imigrantes clandestinos com boa conduta possam pagar uma multa, aprender inglês e se tornar cidadãos. Ele defende também uma maior vigilância na fronteira e punições a empresas que contratam estrangeiros sem documentos.

O Centro Pew ouviu 994 adultos, dos quais 25%apoiam a posição do governo Obama, e 54% discordam.

A pesquisa concluiu que há uma divisão entre os democratas a respeito da lei do Arizona, que entra em vigor no fim de julho -- 45% aprovam, e 46% rejeitam.

A lei sancionada em 23 de abril pela governadora republicana Jan Brewer gerou indignação internacional e levou a contestações judiciais e propostas de boicote econômico ao estado.

Na terça-feira, especialistas em direitos humanos da ONU se somaram às críticas, dizendo que a nova lei pode induzir a polícia a perseguir pessoas com base em sua etnia, o que contraria o direito internacional.

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