Maioria nos EUA não culpa discurso acirrado por tiros no Arizona

Apesar de pesquisa, analistas continuam citando agressividade política como motivo para ataque

REUTERS

11 de janeiro de 2011 | 14h27

WASHINGTON - A maioria dos norte-americanos rejeita a opinião de que o discurso político acalorado tenha motivado o incidente do fim de semana no Arizona em que seis pessoas foram mortas a tiros e uma deputada ficou gravemente ferida, disse a CBS News nesta terça-feira, 11.

Desde o incidente no sábado em que a deputada democrata pelo Arizona Gabrielle Giffords foi baleada à queima-roupa, vários políticos e comentaristas vêm dizendo que a linguagem irada e a polarização ideológica hoje comuns em alguns Estados podem ter contribuído para o ataque.

Alguns analistas citaram as declarações antigoverno feitas pelo homem preso pelos disparos, Jared Lee Loughner, como evidências em favor dessa opinião.

Mas a CBS disse que a pesquisa telefônica que fez em todo o país constatou que "57 por cento dos entrevistados acham que o tom político agressivo não tem relação nenhuma com o ataque, contra 32 por cento que pensam que sim".

A rejeição de qualquer ligação possível foi mais forte entre os republicanos, 69 por cento dos quais acharam que o discurso irado não tem relação com o ataque, enquanto 19 por cento opinaram que sim.

Entre os democratas, 49 por cento não culparam o tom político acalorado, contra 42 por cento que têm a opinião contrária. Entre os eleitores independentes, segundo a CBS, 56 por cento identificaram esse vínculo e 33 por cento, não.

A pesquisa foi feita com 673 adultos e tem margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

(Reportagem de Jerry Norton)

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