Maioria se opõe a limitar tamanho de refrigerante em NY

A maioria dos norte-americanos se opõe a um projeto da cidade de Nova York para limitar o tamanho dos refrigerantes e não acha que isso ajudará na luta contra a obesidade, embora uma proporção ainda maior tenha dito que passaria a consumir bebidas com menos calorias ou consumiria menos, de acordo com uma pesquisa nacional American Mosaic Reuters/Ipsos.

SUSAN HEAVEY, REUTERS

08 de junho de 2012 | 15h43

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, divulgou um projeto na semana passada para limitar a quantidade de refrigerantes, bebidas para esportistas e outras bebidas em não mais de 16 onças nos restaurantes, cinemas e outros locais públicos. A iniciativa, destinada a modificar um comportamento que contribui para a epidemia de obesidade do país, gerou duras críticas da indústria de bebidas.

Quase dois terços dos entrevistados na pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na sexta-feira afirmaram que se oporiam à adoção de uma medida similar onde vivem, dizendo que isso dá ao governo muito poder sobre as escolhas alimentares das pessoas.

Mais de 70 por cento dos quase mil adultos norte-americanos pesquisados online afirmaram que não acham que a regra proposta afetará as taxas de obesidade. Cerca de 30 por cento descordaram, dizendo que ela pode ajudar a limitar a obesidade e reduzir os custos ao sistema de saúde. Para ver um gráfico, em inglês, entre no site http://link.reuters.com/nes68s

Ao mesmo tempo, a maioria dos pesquisados afirmou que, se fossem submetidos a uma proibição similar, mudariam de forma significativa seus hábitos, passando para água, bebidas com menos calorias ou dietéticas, ou consumiriam menos bebidas com muitas calorias.

Menos de um terço dos que responderam afirmaram que comprariam mais para compensar a nova regra, de acordo com a pesquisa online.

A proposta da cidade de Nova York poderá entrar em vigor já a partir do ano que vem, se aprovada pelo conselho de saúde do município. Ela não afetará o tamanho das bebidas nas padarias e lojas similares.

A proposta abriu um novo front na luta nacional contra a gordura em um momento em que dois terços da população norte-americana estão obesos ou com sobrepeso. Especialistas em saúde pública e autoridades do governo estão especialmente preocupados com o crescimento das taxas de obesidade entre crianças.

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