Mais de 25 mil já passaram pelo velório de Ted Kennedy

Democratas e republicanos se reunirão em cerimônia privada; funeral do senador será neste sábado

REUTERS

28 de agosto de 2009 | 12h46

Foto: Reuters

 

BOSTON - Republicanos e democratas se uniram nesta sexta-feira, 28, para homenagear em cerimônia privada o senador Edward Kennedy, porta-estandarte dos liberais democratas e patriarca da famosa dinastia política norte-americana. Pelo menos 25 mil pessoas já passaram pelo velório do democrata, enquanto eram feitos preparativos para sepultá-lo no sábado junto aos túmulos de seus irmãos, o presidente John Kennedy e o senador Robert Kennedy, no Cemitério de Arlington, perto de Washington.

 

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O presidente Barack Obama deve fazer um discurso no funeral e três ex-presidentes americanos, Jimmy Carter, Bill Clinton e George W. Bush, devem comparecer, assim como os primeiros-ministros da Grã-Bretanha e da Irlanda. O ex-presidente George H. W. Bush, pai do antecessor de Obama não está em condições de viajar.

 

A cerimônia de sexta-feira deve reunir familiares e amigos de longa data, ainda que adversários políticos, como o ex-candidato a presidente republicano John McCain, o vice-presidente Joe Biden e o senador e ex-candidato democrata à presidência John Kerry. Alguns comentaristas conservadores alertaram os democratas a não politizar a morte de Ted Kennedy como estratégia para empurrar a aprovação do plano de reforma do sistema de saúde orçado em 2,5 trilhões de dólares, que deu ensejo a manifestações ferrenhas da oposição no mês passado.

 

A briga se tornou mais difícil sem Kennedy, um defensor aguerrido da reforma, para quem disponibilizar seguros de saúde para todos os norte-americanos era "a causa de minha vida".

 

Vaga no Senado

 

Ao longo da semana os democratas trabalharam para preencher rapidamente o assento do senador, garantindo assim os votos necessários para superar as objeções republicanas ao pacote da saúde ainda este ano.

 

O próprio Kennedy havia solicitado aos legisladores de Massachusetts que permitissem ao governador Deval Patrick nomear um substituto temporário para sua cadeira vaga no senado durante cinco meses até que uma eleição especial pudesse ser convocada. Patrick e o senador John Kerry instaram os legisladores do Estado a atender rapidamente o pedido.

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