Mais soldados americanos podem deixar o Iraque até setembro

David Petraeus, chefe das operações no país, diz que pretende reduzir contingente antes de deixar seu cargo

Reuters e Efe,

22 de maio de 2008 | 12h13

O general americano David Petraeus, comandante das tropas americanas no Iraque, declarou nesta quinta-feira, 22, que espera fazer mais cortes no contingente de soldados no país antes de deixar seu cargo em setembro. "Creio que estarei apto a sugerir a medida para futuras reduções", disse o general a uma comissão do Senado, prestes a assumir o comando das forças militares americanas no Oriente Médio e Ásia Central.   Veja também: Comandante americano no Iraque defende diplomacia com Irã 3.500 soldados dos EUA deixam o Iraque nas próximas semanas McCain diz que vitória no Iraque pode vir em quatro anos   "Não quero dizer que a redução implicaria em uma brigada de combate, mas penso que pode ser o caso", acrescentou. Cerca de 150 mil soldados americanos estão atualmente no Iraque. Os EUA ocuparam o país em março de 2003. Os comentários do general parecem estar alinhados à política da administração do presidente George W. Bush.   Espera-se que o contigente baixe para 140 mil até julho. Em abril, Petraues recomendou congelar a redução de tropas no Iraque durante pelom menos um mês e meio, para avaliar a situação da região. O número de soldados americanos mortos no país desde o início da invasão era de 4.074 até a metade de maio.   Mais fundos   O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira um projeto de lei de US$ 165 milhões em fundos para a guerra do Iraque, afrontando o veto presidencial pela inclusão de medidas de caráter interno.   Com 70 votos a favor e 26 contra, a Câmara Alta deu carta branca ao projeto que, com o respaldo dos republicanos, incluirá benefícios para a educação e veteranos de guerra.   Eleições   As eleições do Iraque, vistas como um passo adiante na evolução política do país, devem agora ocorrer em novembro ao invés de outubro como era planejado, afirmou Petraeus. Ele disse que os iraquianos precisam preparar um comitê eleitoral para fiscalizar o pleito e garantir a segurança.   "Eu não acredito que acontecerá em outubro", disse o general. "Provavelmente novembro é mais adequado, porém definitivamente há intenção de realizar uma votação", assegurou.     (Matéria ampliada às 14h55)    

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