Manifestantes incendeiam carro da polícia em protesto contra G-20

Manifestações estão sendo pacíficas, mas alguns grupos quebraram vidraças em Toronto

Associated Press,

26 de junho de 2010 | 18h22

 

TORONTO, CANADÁ- Milhares de pessoas marcharam em paz pelo centro de Toronto neste sábado, 26, para se manifestar contra as cúpulas econômicas do G-8 e do G-20, mas grupos ilhados se desviaram da rota programada, incendiaram um veículo policial e quebraram vidraças.

 

A polícia evitou o avanço de grupos de manifestantes que se dirigia à cerca de segurança ao redor da sede da reunião do G-20 com bastões. Alguns dos participantes dos protestos jogaram garrafas contra os policiais.

 

Cerca de uma hora depois, manifestantes vestidos de preto quebraram as janelas de um banco, um café e outros comércios e puseram fogo em um carro da polícia.

 

Reuniões anteriores atraíram em massa pessoas que se opõem à globalização, mas até o momento os protestos no Canadá foram menores e a policia tinha a esperança de que a chuva iria reduzi-los.

 

Os organizadores das manifestações de sábado esperavam que cerca de 10.000 pessoas se apresentariam, mas somente metade compareceu à passeata organizada por sindicatos, a maior planejada para este fim de semana contra as cúpulas do G-8 e do G-20. As autoridades estão em alerta ante possíveis grupos violentos.

 

Segundo a polícia, foram realizadas 40 prisões desde 18 de junho em relação às cúpulas econômicas. A segurança está sendo feita por cerca de 19.000 agentes de várias regiões do Canadá e calcula-se que custará US$ 900 milhões.

 

As autoridades estavam bastante satisfeitas porque os protestos foram menores em comparação com os vistos em cúpulas anteriores, de acordo com um sargento da polícia de Toronto, que afirmou que a maioria das manifestações foram pacíficas.

 

Em reuniões anteriores, houve manifestações que se tornaram violentas e ocasionaram danos milionários, como as organizadas em Seattle em 1999.

 

Discretamente, o governo provincial de Ontário aprovou neste mês uma lei com a qual a polícia pode prender qualquer um que se negue a mostrar sua identidade e registrar qualquer um que se aproxime no mínimo cinco metros da cerca de segurança.

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