Marine acusa sargento de matar civis no Iraque

Segundo ele,o massacre foi uma represália pela morte do cabo Miguel Terrazas, na explosão de uma bomba

EFE

01 de setembro de 2007 | 00h45

O marine Sanick Dela Cruz acusou nesta sexta-feira o sargento que liderava o seu pelotão de matar cinco civis iraquianos junto a um caminho durante um massacre na localidade de Haditha em 2005. Ele acrescentou que o massacre foi uma represália pela morte do cabo Miguel Terrazas, na explosão de uma bomba. Uma semana antes do incidente de Haditha, o sargento Frank Wuterich tinha dito que os membros de seu pelotão deviam "matar qualquer pessoa por perto" se voltassem a ser alvo de um atentado. O membro do Corpo de Fuzileiros da Marinha prestou testemunho durante uma audiência na base militar de Camp Pendleton (Califórnia) para determinar se Wuterick deve ser submetido a uma corte marcial devido ao incidente ocorrido em Haditha, em 19 de novembro de 2005. Testemunhas iraquianas afirmam que os militares americanos mataram 24 civis iraquianos desarmados em represália pela morte de Terrazas. Dela Cruz, que recebeu imunidade em troca do testemunho, relatou que após a explosão de uma bomba sob seu veículo viu cinco iraquianos junto a um carro, perto dali. Wuterich se inclinou, apontou a arma e disparou contra o grupo, contou. Quando o marine chegou ao veículo, viu que os cinco iraquianos estavam mortos. Dela Cruz disse que atirou nos corpos para "ter certeza" de que estavam mortos. Mais tarde, Wuterick ordenou que ele mentisse sobre o incidente. "Se alguém perguntar, eles estavam fugindo e o Exército iraquiano atirou neles", disse Wuterich, segundo Dela Cruz. Durante a audiência de quinta-feira, o cabo Humberto Mendoza confessou que matou a tiros dois civis iraquianos em Haditha e queviu quando outros membros de seu esquadrão matavam outros civis. Há oito meses, o Corpo de Fuzileiros apresentou acusações contra oito soldados pela morte dos civis em Haditha. Quatro foram acusados de assassinato, e quatro de não informar os incidentes, não abrir investigações, fazer declarações falsas e obstruir a Justiça. Wuterch é acusado de 18 assassinatos em Haditha. Se for levado à corte marcial, pode ser sentenciado à prisão perpétua.

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