Massacre de Omaha não deve aumentar controle de armas nos EUA

De novo aconteceu um ataque em quealguém abriu fogo contra inocentes nos Estados Unidos, destavez em um shopping de Nebraska. E de novo há uma comoção emtodo o país pelo controle das armas. Um rapaz de 19 anos matou oito pessoas em Omaha, Nebraska,para depois se suicidar. O ataque aconteceu na quarta-feira, eele usou um fuzil AK-47 semi-automático que, segundo a polícia,pegara do padrasto. Os principais pré-candidatos à Presidência nas eleições denovembro de 2008 divulgaram declarações lamentando o episódio emanifestando apoio às vítimas. Nenhum deles pediu um controlemais rígido sobre a posse e a venda de armas, questões que portradição ficam a cargo das autoridades estaduais e locais. O crime reviveu lembranças do massacre de abril nauniversidade Virginia Tech, em que um estudante matou 32pessoas. Apesar da série de crimes parecidos nos últimos anos, nãohouve grande efeito entre os políticos. O direito ao porte de arma é defendido como um direitoconstitucional por um número enorme de colecionadores,caçadores e defensores da segurança doméstica -- com convicçãocomparável à da defesa da liberdade de expressão. "Embora as pessoas a favor de um controle maior das armasnos Estados Unidos sejam uma maioria significativa, as que sãocontra fazem uma oposição bem mais intensa, e tendem mais adefinir o voto só com base nessa questão", disse Bill Galston,do Instituto Brookings, de Washington. O deputado estadual da Pensilvânia Ron Marsico, que no mêspassado ajudou a derrotar uma proposta para limitar a compra dearmas de fogo a uma por pessoa por mês, disse que apoiaria leismais rígidas para a aquisição de armas, mas afirmou que oscidadãos que obedecem às leis não devem ter seus direitosviolados. "Recebi milhares de emails com medidas de controle dearmas. Mais uma vez, é o direito ao porte de armas, e muitos denossos cidadãos não querem ver esse direito retirado", afirmouele, que é republicano. Além disso, disse ele, nenhuma leiteria impedido a tragédia de Omaha. Paul Helmke, presidente da Campanha Brady para a Prevençãoda Violência por Armas de Fogo, discorda. Segundo ele, paíseseuropeus adotaram leis eficazes de controle de armas, e ospolíticos norte-americanos só não tomam medidas porque têm medodo lobby das arma.

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