Mauritânia diz que matou 12 membros da Al Qaeda em combates

Forças militares da Mauritânia mataram 12 membros do braço da Al Qaeda no norte da África e sofreram duas baixas durante combates no deserto na fronteira com Mali, informou neste sábado uma fonte da área de segurança mauritana.

LAURENT PRIEUR, REUTERS

18 de setembro de 2010 | 12h04

Os combates são o mais recente sinal do aumento dos conflitos entre os países do Saara e a Al Qaeda no Magrebe Islâmico, principal suspeita do sequestro de sete estrangeiros, incluindo cinco cidadãos franceses, no Níger, na quinta-feira.

Os combates continuaram neste sábado, disse a fonte à Reuters. Além dos mortos, quatro soldados mauritanos ficaram feridos nos conflitos.

"A operação foi lançada porque a oportunidade apareceu. Não foi planejada com antecedência", afirmou uma segunda fonte de segurança.

O Ministério das Relações Exteriores francês afirmou que não há ligação entre a operação e os sequestros de quinta-feira, nos quais um funcionário francês da empresa nuclear Areva e sua mulher foram levados.

"Esta ação é independente do sequestro dos funcionários da Areva. Não há forças francesas em combate", disse um porta-voz do ministério em Paris.

A expectativa é de que os sete reféns tenham sido levados para o Mali, disse à Reuters uma fonte militar de Níger após uma operação de busca do Exército na sexta-feira.

Especialistas em segurança dizem que os aliados da Al Qaeda estão construindo uma base na região desértica, que se estende pelas pouco vigiadas fronteiras de Argélia, Mali, Níger e Mauritânia, depois de terem sido expulsos de regiões na costa argelina.

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