McCain critica Obama e diz que cubanos vivem sob tirania

Candidato republicano diz que, se for eleito, manterá embargo e perseguirá cubanos envolvidos em crimes

Efe,

20 de maio de 2008 | 14h22

O candidato republicano para a Casa Branca, John McCain, afirmou nesta terça-feira, 20, em Miami que a população cubana continua vivendo sob uma tirania, e disse que os presos políticos enchem as prisões da ilha. A afirmação foi feita em um discurso realizado por ocasião da celebração da instauração da República de Cuba, no dia 20 de maio de 1902, no qual afirmou que, se eleito, manterá o embargo sobre a ilha.   Veja também: Obama pode garantir maioria dos votos em prévias Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA     "Chamar de reformas as pequenas mudanças econômicas introduzidos pelo presidente cubano, Raúl Castro, soa bastante cínico aos presos políticos que enchem as prisões cubanas" e aos "milhões que sofrem com a pobreza e a repressão na ilha", declarou.   Ao referir-se ao embargo comercial dos Estados Unidos contra Cuba, McCain assinalou que, se for eleito, seu governo "proporcionará mais assistência moral e material aos ativistas que valentemente desafiam o regime a cada dia". "Meu Departamento de Justiça perseguirá vigorosamente os funcionários cubanos envolvidos em assassinatos de americanos, tráfico de drogas e outros crimes", apontou. "Que ninguém se engane: Cuba está destinada a ser livre", exclamou o senador pelo Arizona.   McCain se comprometeu ainda a "não esperar de forma passiva a chegada da liberdade e da democracia a Cuba". Para isso, afirmou que irá se opor frontalmente às "aspirações do castrismo de dar refúgio aos fugitivos da Justiça dos EUA". Ele pediu ainda aos democratas que adotem uma posição "firme e similar à sua", e atacou o pré-candidato  Barack Obama, por sua "mudança de critério" a respeito de Cuba.   "O senador Obama mudou agora sua postura, e passou a dizer que é partidário somente da suavização do embargo a Cuba, e não de sua suspensão, como expressava há alguns anos", criticou."Ele (Obama) quer, além disso, sentar-se (para dialogar), sem condições prévias, com (o presidente cubano) Raúl Castro", indicou o candidato republicano, que afirmou que essa decisão enviaria a "pior mensagem possível aos ditadores cubanos".   "Deveríamos dar esperanças ao povo cubano e não ao regime de Raúl", finalizou, acrescentando que se chegar à Casa Branca, "pressionará o regime de Cuba para que liberte todos os prisioneiros políticos de forma incondicional".

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