McCain diz apoiar Obama, mas faz ressalvas sobre Guantánamo

Para senador republicano, problema do governo será para onde enviar os cerca de 240 detidos na prisão

Entrevista com

Efe,

23 de janeiro de 2009 | 06h02

O ex-candidato à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, declarou nesta quinta-feira, 22, apoio à decisão do presidente Barack Obama de fechar a prisão de Guantánamo, mas alertou que o grande problema é saber o que fazer com os detidos. Veja também:Obama nomeia George Mitchell enviado para Oriente MédioPara Hamas, Obama não representa mudança Hillary promete nova era na política externa dos EUAObama ordena o fechamento de Guantánamo em 1 anoObama congela salários de assessores da Casa BrancaCom Obama, surge a Casa Branca 2.0 Cobertura especial da posse no blogÍntegra do discurso de posse de Obama O que você achou das roupas de Michelle? TV Estadão: Celso Lafer fala sobre a posse Veja galeria de fotos da festa A vida de Barack Obama em imagens  Imagens da família Obama    "Com todo respeito, a ordem de fechar Guantánamo é a parte fácil", disse o senador republicano pelo Arizona em entrevista ao programa "Larry King Live", da rede de televisão CNN. McCain, derrotado por Obama na corrida eleitoral, frisou que o problema para o novo governo é para onde enviar os cerca de 240 detidos que permanecem em Guantánamo. Uma parte deles, entre 50 e 60, segundo algumas fontes, já receberam sinal verde para sua libertação e o governo planeja transferi-los a outros países. Para McCain, teria sido mais aconselhável resolver o destino final desses detidos antes de dar a ordem de fechar a prisão. "Esse vai ser um problema muito difícil de resolver. Haverá muitos lugares que se negarão a recebê-los", argumentou. No entanto, o legislador disse que Obama pode contar com toda sua colaboração para resolver esse problema. "Trabalharemos com ele", assinalou o senador, que também disse estar disposto a cooperar "no que for possível" com o novo Governo.

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