Médicos apontam melhora em deputada baleada nos EUA

Gabrielle Giffords respira sem aparelhos; equipe médica demonstra otimismo na recuperação

Reuters

17 de janeiro de 2011 | 09h01

TUCSON - Os médicos que tratam a deputada americana Gabrielle Giffords disseram no domingo, 16, que o estado dela melhorou de "crítico" para "sério", oito dias depois de ela levar um tiro à queima-roupa na cabeça. A deputada já respira sem a ajuda de aparelhos, depois de ser submetida a uma traqueostomia no sábado.

"A parlamentar continua indo bem, está respirando por conta própria", informa o boletim médico divulgado no domingo pelo Centro Médico Universitário de Tucson. "Os procedimentos do sábado foram bem-sucedidos e transcorreram sem transtornos."

Os médicos disseram que nos últimos dias a deputada Gabrielle já vinha respirando sozinha, mas permanecia ligada a aparelhos de respiração, em parte como precaução contra infecções. O hospital disse que divulgará um novo boletim médico às 11 horas de segunda-feira (16 horas em Brasília).

Os médicos também instalaram um tubo de alimentação para a deputada, prática comum em pacientes de UTI com lesões cerebrais. 

Gabrielle, de 40 anos, era a única paciente em estado crítico depois do ataque ocorrido em 8 de janeiro, quando um homem entrou em um supermercado e disparou contra a deputada e um grupo de pessoas que participavam de um evento político. O incidente deixou outros 12 feridos, além de seis mortos. Um paciente recebeu alta no sábado, e outros dois continuam internados, em bom estado.

 

Otimismo

Os médicos têm manifestado otimismo com o ritmo da recuperação de Gabrielle. Nos últimos dias, ela vem abrindo os olhos e acompanhando o movimento de objetos no seu campo de visão. Também responde a comandos simples, como mexer os dedos das mãos e pés.

A democrata, que está em seu terceiro mandato, foi baleada por Jared Lee Loughner, um ex-universitário de 22 anos. Loughner está preso e deve responder por cinco crimes na esfera federal.

O atentado gerou um debate nacional nos EUA a respeito da possível influência da acirrada retórica política dos últimos anos sobre as motivações do criminoso.

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