Meninos de 8 e 9 anos acusados de estupro são presos nos EUA

As três crianças aguardam audiência por denúncia de que teriam violentado menina de 11 anos em Atlanta

Efe,

21 de novembro de 2007 | 09h39

Três meninos, com idade entre 8 e 9, anos foram detidos e aguardam audiência judicial nos Estados Unidos sob a acusação de violentar uma menina de 11 anos em em Acworth, Atlanta.   As autoridades de Acworth disseram que a menina foi supostamente violentada na quinta-feira à tarde. Mas ela só foi examinada pelos médicos na noite de sábado, quando a família informou o caso à polícia.   Segundo informa o jornal The Atlanta Journal Constitution", os suspeitos foram levados na tarde de segunda-feira a uma corte judicial do condado de Cobb, no norte de Atlanta. O tribunal ordenou que eles permanecessem sob custódia.   Os meninos, retidos no centro de detenção de menores Marietta Regional, não podem ser acusados de rapto, seqüestro e violação por causa da sua idade. Assim, as acusações serão de delinqüência juvenil.   Os jovens podem receber uma pena de cinco anos, sob liberdade condicional, num reformatório. O sistema judiciário americano só permite processar jovens a partir de 13 anos.   A imprensa não teve acesso à audiência. Os parentes saíram do tribunal sem prestar declarações. "Quero que a comunidade entenda que este é um caso isolado. Não é algo que necessariamente deva aumentar a preocupação com a segurança", explicou o procurador-geral de Cobb, Pat Head.     "Nunca, em mais de 20 anos de profissão, tinha visto algo assim", disse o chefe de polícia de Acworth, Michael Wilkie, à rede de televisão americana CNN.   A menina disse aos investigadores que tinha brincado com os supostos agressores. Depois, eles a levaram a uma área de floresta, onde "um dos meninos a violou", segundo o capitão de polícia Wayne Dennard.   "Acreditamos na história da menina neste ponto e cumprimos a ordem de detenção. Continuaremos nosso trabalho até chegarmos à melhor solução possível", acrescentou Wilkie.   A mãe da menina, em declarações à televisão WGCL, de Atlanta, disse que os supostos culpados "precisam aprender uma dura lição, porque se fizeram isso com ela, podem fazer com qualquer outra, e ninguém sabe o que poderiam fazer a outras meninas quando ficarem adolescentes".

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