Mesmo debilitada, lei do Arizona ainda gera protestos

O Arizona colocou em vigor na quinta-feira a sua nova lei anti-imigração, depois de os pontos mais polêmicos serem derrubados pela Justiça. Mesmo contentes com a decisão judicial da quarta-feira, ativistas hispânicos e trabalhistas mantiveram seus protestos em Phoenix. Muitos trabalhadores avulsos se ofereceram para trabalhar abertamente na cidade, desafiando cláusulas mantidas pela Justiça.

CAROLINA MADRID E TIM GAYNOR, REUTERS

29 de julho de 2010 | 17h25

A versão original da lei determinava que as autoridades tinham obrigação de verificar a situação migratória de pessoas que despertassem a suspeita de estarem clandestinamente nos EUA, o que críticos diziam ser uma forma institucional de discriminação. Analistas dizem que a sentença contra a lei pode impedir que outros Estados do país adotem medidas muito rígidas contra os imigrantes ilegais.

O governo do Arizona recorreu à Corte de Apelações do Nono Circuito, em San Francisco, para tentar manter a versão original da medida, numa batalha judicial que pode chegar à Suprema Corte e influenciar as eleições parlamentares de novembro nos EUA.

Em cerca de outros 20 Estados do país, legisladores republicanos cogitam adotar medidas inspiradas no Arizona. "Se a Corte Suprema retiver o mandado judicial, provavelmente atenuará qualquer possível legislação," disse Mark Jones, professor de Ciências Políticas da Universidade Rice, do Texas.

A Assembleia Legislativa do Arizona, de maioria republicana, aprovou há três meses a lei anti-imigração, com a intenção de expulsar do Estado quase 500 mil estrangeiros ilegais, além de reduzir o tráfico de drogas e pessoas na fronteira com o México. A medida tem amplo apoio popular no Arizona.

A decisão judicial foi uma vitória para o presidente Barack Obama, já que o governo federal é contra a lei e tenta promover uma reforma da imigração em âmbito nacional.

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