México apoia em partes plano dos EUA para soldados na fronteira

O México não se opõe aos planos dos Estados Unidos de enviar soldados à fronteira entre os dois países contanto que os militares não prendam mexicanos que tentarem entrar nos EUA, disse o presidente Felipe Calderón nesta quinta-feira.

REUTERS

27 Maio 2010 | 19h46

O presidente dos EUA, Barack Obama, reagindo à violência causada pelo tráfico de drogas no norte do México, disse na terça-feira que enviaria mais 1.200 soldados da Guarda Nacional e pediu mais 500 milhões de dólares para a segurança da fronteira EUA-México, de 3.200 quilômetros.

Calderón disse que até agora Washington não expôs devidamente a necessidade de interromper o que chamou de tráfico de armas e dinheiro ao México.

"Eles têm um compromisso de manter a lei no lado norte-americano e não usar a Guarda Nacional para questões migratórias", disse Calderón em coletiva de imprensa em Ottawa após encontro com o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper.

"Se a Guarda Nacional ajudar no propósito comum de ter uma fronteira mais segura e se eles podem fazer isso sem deter imigrantes mexicanos, eu acho que este (plano) pode dar resultados positivos", disse Calderón.

A onda de imigrantes ilegais do México é um assunto delicado nos EUA. Washington diz que a questão só pode ser resolvida através de uma reforma completa.

(Reportagem de David Ljunggren)

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