Milhares marcham em Nova York em protesto por morte causada por policiais

O reverendo Al Sharpton liderou milhares de ativistas em uma marcha pacífica através da Staten Island no sábado, para protestar contra a morte de Eric Garner, que morreu no mês passado após ser detido pela polícia de Nova York com um golpe de estrangulamento proibido.

NATASJA SHERIFF, REUTERS

23 de agosto de 2014 | 15h23

Os manifestantes viajaram de ônibus e balsa para se juntarem à manifestação por Garner, um homem negro, de 43 anos, pai de seis filhos, cuja morte se tornou parte de um debate nacional mais amplo, sobre como a polícia dos Estados Unidos utiliza a força, especialmente em pessoas que não são brancas.

"Se você pode fazer isso com ele, então pode fazer com qualquer cidadão, e nós não vamos ficar calados enquanto isso acontece", disse Shrapton em um discurso antes do início da manifestação na Igreja Mt. Sinai United Christian, no localidade onde Garner morreu.

A manifestação também aconteceu em resposta à morte de Michael Brown, um afro-americano de 18 anos, desarmado, que foi morto a tiros por um policial branco, esse mês em Ferguson, no Missouri, provocando mais de uma semana de confrontos violentos, disse Shrapton.

Os manifestantes carregavam cartazes pedindo justiça para Garner e Brown e gritavam palavras de ordem, incluindo, “Mãos ao alto, não atire.”

Um promotor de Nova York disse, na terça-feira, que vai apresentar provas para o Grande Júri no mês que vem, para determinar se alguém deve ser acusado criminalmente pela morte de Garner.

O legista da cidade determinou que a morte foi um homicídio, dizendo que policiais o mataram comprimindo seu pescoço e seu peito, enquanto o prendiam por vender cigarros avulsos. Os problemas de saúde de Garner, incluindo asma e obesidade, foram fatores que contribuíram para a morte, disse o legista.

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