Militar acusado de assédio sexual nos EUA mantém inocência

Advogados de um instrutor da Força Aérea dos Estados Unidos acusado de assédio sexual contra várias mulheres disseram nesta sexta-feira que não há provas suficientes para condená-lo, no fim das alegações do primeiro julgamento de um amplo escândalo sexual militar no país.

Reuters

20 de julho de 2012 | 20h09

O sargento Luis Walker responde por 28 acusações, inclusive estupro e tentativa de agressão sexual, por ter supostamente mantido relações sexuais inapropriadas com dez mulheres dentro da Base Aérea Lackland, em San Antonio (Texas), onde a Aeronáutica faz treinamentos básicos.

Esse é o maior escândalo sexual nas Forças Armadas dos Estados Unidos desde 1996, quando 12 oficiais de um campo de provas do Exército em Maryland foram indiciados por agressão sexual.

Walker é o primeiro de sete instrutores da Base Lackland a ser submetido à corte marcial. Outros cinco estão formalmente sob investigação e 35 foram afastados preliminarmente das suas funções.

O júri começou a deliberar na tarde desta sexta-feira. Walker pode ser condenado à prisão perpétua, além de ser dispensado sem honras da Força Aérea.

"Não há corroboração independente para nenhuma dessas acusações", disse Joseph Esparza, advogado de Walker. "Não há vídeo, não há prova física. Tudo o que temos é um monte de histórias em evolução."

(Reportagem de Jim Forsyth)

Mais conteúdo sobre:
EUAAERONAUTICAASSEDIO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.