Militares dos EUA avaliam se Rússia voltou à Guerra Fria

Os Estados Unidos estão tentandoavaliar se o recente envio de um bombardeiro russo para osarredores de um porta-aviões norte-americanos significa queMoscou voltou à "mentalidade" da Guerra Fria, disse naterça-feira um oficial de alta patente, acrescentando que oPentágono prepara uma resposta à altura. Mas outra fonte de defesa dos EUA e oficiais da Marinhasalientaram que não viram como uma provocação os vôos dosbombardeiros russos no fim de semana no sul do Japão. Quatro caças dos EUA foram mobilizados no dia 9 paraescoltar os bombardeiros russos que haviam se aproximado doporta-aviões USS Nimitz no sul do Japão. Um bombardeiro russovoou sobre o convés da embarcação, escoltado por um caça dosEUA. O almirante Gary Roughead, chefe de operações navais dosEUA, minimizou o incidente e disse que ele apenas reflete ofato de que a Marinha da Rússia tenta se tornar "uma Marinhaglobal". "Não vejo como provocação", afirmou ele. No Departamento de Estado dos EUA, o porta-voz SeanMcCormack disse que os vôos do avião russo não eram vistos comouma ameaça. "Os russos tomaram uma decisão de continuar alguns dos seusvôos de longo alcance, envolvendo alguns dos seus ativosdeixados desde a Guerra Fria", disse ele a jrnalistas. "Eu não acho que vemos isso como uma ameaça especial. Éalgo que observamos de perto, e estou certo de que as pessoasno Pentágono vão ver isso também." No Congresso, porém, outro oficial de alta patente, ogeneral James Cartwright, dos fuzileiros navais, disse que oPentágono está tentando avaliar as implicações das açõesrussas. "Agora, o que nos preocupa são as indicações deste retornoà mentalidade da Guerra Fria, quais são as implicações dessasatividades e como melhor tratar disso", afirmou Cartwright, queé o vice-chefe do Estado-Maior Conjunto. O general disse que o incidente ocorreu em espaço aéreoneutro. (Reportagem adicional de Dmitry Solovyov em Moscou)

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