Militares dos EUA causam 'danos significativos' à Al-Qaeda, diz Biden

Em entrevista, vice-presidente diz que objetivo do país é derrotar a organização terrorista

Efe

29 de julho de 2010 | 11h49

WASHINGTON - As forças militares dos EUA causam "danos significativos" à organização terrorista Al-Qaeda no Paquistão e no Afeganistão, afirmou o vice-presidente americano, Joe Biden, em várias entrevistas publicadas nesta quinta-feira, 28, no jornal USA Today.

 

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Biden disse que é cedo demais para julgar a estratégia do presidente Barack Obama para o Afeganistão e reconheceu que a divulgação de documentos secretos relacionados com a guerra intensificou o pessimismo da opinião pública americana, segundo a entrevista.

 

No programa Today, da rede NBC, Biden disse que a meta dos EUA no Afeganistão é "derrotar a Al-Qaeda, que representa uma ameaça clara e definida" para a segurança nacional americana.

 

O vice-presidente, entrevistado em Fort Drum, no estado de Nova York, onde cumprimentou soldados que voltavam da guerra do Iraque, disse que os americanos têm razões para estarem "preocupados e confusos" sobre a campanha militar no Afeganistão. "Não se pode sustentar uma guerra sem o consentimento informado dos cidadãos", acrescentou.

 

O governo dos EUA não poderá avaliar se a decisão de Obama de enviar um reforço de 30 mil soldados ao contingente no Afeganistão está dando resultados, até a conclusão de uma revisão formal, em dezembro, disse Biden.

 

Uma pesquisa do instituto Gallup, divulgada há duas semanas, mostrou que a maioria dos americanos apoia a guerra como parte de uma campanha mais ampla para destruir a Al-Qaeda, mas esse respaldo diminuiu desde o último levantamento. Agora, seis de cada dez entrevistados opinaram que a guerra não se desenvolve a favor dos EUA.

 

Dentro do Congresso também houve uma queda no apoio à estratégia de Obama, segundo o diário. Na terça-feira, quando a Câmara de Representantes aprovou um fundo de US$ 33 bilhões para a guerra, 102 legisladores democratas votaram contra.

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