Ministro de Exteriores do Egito rejeita conselhos do vice-presidente dos EUA

Chanceler diz que pedidos mostram que americanos querem impor vontade sobre egípcios

Reuters

09 de fevereiro de 2011 | 17h44

 

WASHINGTON - O ministro das Relações Exteriores do Egito, Ahmed Aboul Gheit, rejeitou na quarta-feira, 9, o pedido dos EUA para a revogação imediata de uma lei de emergência.

 

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O ministro Ahmed Aboul Gheit disse ao programa PBS NewsHour, de acordo com trechos da entrevista, que os conselhos políticos do vice-presidente norte-americano, Joe Biden, não eram úteis "de modo algum", e afirmou que Washington parecia estar tentando impor sua vontade no Cairo.

 

Biden citou quatro passos que os EUA disseram ser fundamentais para o Egito - o fim da violência contra os manifestantes, a revogação imediata da lei que permite prisões sem acusações, a ampliação do diálogo com a oposição e a inclusão de opositores na elaboração das soluções da crise egípcia.

 

Aboul Gheit disse que as colocações de Biden eram "inúteis" porque "quando se fala sobre imediatismo, agora, é como se você estivesse impondo ao Egito, um grande aliado dos EUA, sua própria vontade sobre o país". O chanceler ainda se disse chocado com alguns dos pedidos do vice americano.

 

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