Mobilização nuclear russa não altera balanço de poder, diz Rice

Moscou anunciou novo sistema de defesa nuclear; secretária americana diz que poderio de seu país é 'robusto'

Reuters,

26 de setembro de 2008 | 17h57

O fortalecimento do armamento nuclear russo não afeta o equilíbrio global de poder, disse nesta sexta-feira, 26, a secretária Estado americana, Condoleezza Rice. "O equilíbrio de poder em termos de dissuasão nuclear não vai ser afetado por tais medidas", declarou ela em entrevista à Reuters, acrescentando que a dissuasão nuclear dos EUA também é "capaz" e "robusta". A Rússia anunciou nesta sexta a construção de um novo sistema espacial defensivo e de uma nova frota de submarinos nucleares até 2012, num momento de tensão elevada com os EUA.   Veja também: Rússia anuncia novo sistema de defesa nuclear Especial: Depois da Guerra Fria    O novo programa de rearmamento russo inclui mísseis balísticos intercontinentais, submarinos nucleares e aviões estratégicos, em uma tentativa de manter a paridade em relação aos Estados Unidos. Recentemente, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, havia anunciou um aumento de 27% da despesa com segurança e defesa em 2009. Na entrevista, Rice disse também que os EUA estão revendo suas opções caso a Rússia busque extrair petróleo ou minerais da área do conflito com a Geórgia, depois do conflito entre esses dois países no mês passado. "Estamos examinando qual deveria ser a postura dos Estados Unidos caso empresas russas tentem fazer negócios ou, certamente, se envolvam em atividades extrativistas naquilo que é uma zona de conflito, e que de fato é parte das fronteiras internacionalmente reconhecidas da Geórgia", disse. "Extrativismo pode significar mais do que petróleo, pode significar também minerais", continuou Rice. Os EUA fizeram duras críticas à Rússia por causa da intensidade de sua reação à movimentação georgiana para tentar recuperar o controle da Ossétia do Sul, no mês passado. Dias depois, Moscou reconheceu a independência dessa república separatista e também da Abkházia. Segundo o cessar-fogo mediado pela França, a Rússia tem até 10 de outubro para retirar suas tropas das "zonas de segurança" estabelecidas em torno da Ossétia do Sul e Abkházia. A Rússia diz que pretende manter indefinidamente 7.600 soldados dentro das repúblicas separatistas.  

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