Moradores de Louisiana aguardam inundação planejada

Engenheiros do Exército dos Estados Unidos se prepararam neste sábado para abrir um desaguadouro importante a fim de permitir que as águas do rio Mississippi alaguem milhares de casas e hectares de cultivo, mas com o intuito de proteger as duas maiores cidades do Estado de Louisiana.

KATHY FINN, REUTERS

14 de maio de 2011 | 15h38

Espera-se que o grupo de engenheiros do Exército norte-americano abra o vertedouro Morganza, uma série de comportas 72 km a noroeste de Baton Rouge, a capital e segunda maior cidade do Estado.

A medida, tomada pela última vez em 1973, canalizaria a água para casas, fazendas, áreas selvagens e uma pequena refinaria de petróleo na bacia do rio Atchafalaya, mas evitaria inundações em Baton Rouge e Nova Orleans.

Cerca de 7.770 quilômetros quadrados de terra podem ser inundados por até seis metros de água durante várias semanas.

Na sexta-feira, o presidente da Comissão Rio Mississipi, general Michael Walsh, ordenou que a unidade do Exército abra as comportas quando a vazão chegar a 1,5 milhão de metros cúbicos por segundo na região de Red River Landing, ao norte de Baton Rouge.

Na manhã de sexta-feira, de acordo com a última medição disponível, a vazão alcançou 1,45 milhão de metros cúbicos por segundo.

A não abertura das comportas poderia provocar riscos de inundações em Nova Orleans, que, de acordo com simulações feitas em computador, poderiam ser piores que as provocadas pelo furacão Katrina, em 2005, quando 80 por cento da cidade ficou inundada. Cerca de 1.500 pessoas morreram no desastre.

Além de ameaçar áreas densamente povoadas, a vazão do rio Mississippi poderia forçar o fechamento de pelo menos oito refinarias e de uma usina nuclear às margens do rio.

As refinarias respondem por 12 por cento da capacidade dos Estados Unidos de produzir gasolina e outros combustíveis.

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