Joe Skipper/Reuters
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Morre o ex-secretário de Estado americano Warren Cristopher

Em comunicado, o presidente americano, Barack Obama, qualificou-o de 'hábil diplomata, funcionário incansável e americano leal'

Efe,

19 de março de 2011 | 15h24

Warren Christopher, ex-secretário de Estado americano durante o primeiro mandato do presidente Bill Clinton e artífice da libertação de 52 reféns americanos detidos no Irã em 1979, morreu na Califórnia aos 85 anos, informa neste sábado, 19, a imprensa dos Estados Unidos.

 

Christopher "morreu em paz, rodeado de sua família, em sua casa em Los Angeles" por causa das complicações de um câncer de rim e bexiga, segundo um comunicado emitido por sua família na noite de sexta-feira, 18, e repercutido neste sábado pela imprensa local.

 

Em comunicado, o presidente americano, Barack Obama, qualificou-o de "hábil diplomata, funcionário incansável e americano leal".

 

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, expressou em nota divulgada neste sábado a morte de seu amigo e antecessor.

 

"Quanto mais tempo passo neste trabalho, maior é meu reconhecimento pelos grandes que me precederam", assinalou Hillary, que descreveu Christopher como "talentoso, dedicado e incrivelmente sábio".

 

Homem de poucas palavras, que considerava a capacidade de ouvir uma "arma secreta", alternou durante quase cinco décadas postos de alta responsabilidade na Administração americana.

Como chefe da diplomacia dos EUA entre 1993 e 1997, contribuiu para a consecução da paz na Bósnia e articulou várias missões de paz no Oriente Médio.

 

Entre as conquistas de sua longa carreira profissional, ele contribuiu para a ratificação dos tratados do Canal do Panamá e presidiu a normalização das relações diplomáticas dos EUA com a China.

 

Durante a Presidência de Jimmy Carter (1977-1981), à época como subsecretário de Estado, Christopher lutou para conseguir a libertação dos 52 americanos reféns na embaixada dos EUA em Teerã, após a Revolução Iraniana de 1979.

 

Os 52 americanos permaneceram 444 dias em cativeiro, de 4 de novembro de 1979 a 20 de janeiro de 1981.

 

Essas gestões lhe valeram a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta homenagem civil no país.

Nascido em 27 de outubro de 1925, Christopher também era conhecido nos círculos políticos por seu talante amável e sua elegância na indumentária.

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