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Morte de Kennedy encerra capítulo da história, diz Obama

Em nota, presidente americano diz que o país perdeu um grande líder com a morte do senador democrata

Agência Estado,

26 de agosto de 2009 | 08h12

O presidente dos EUA, Barack Obama, exaltou as ideias, os ideais e a coragem do senador Edward Kennedy - que morreu na noite desta terça-feira, 26, de câncer - diante de sua doença. Em declaração feita em Oak Bluffs, Massachusetts, onde está passando as férias, Obama disse que o ícone liberal foi um dos maiores senadores do período moderno e "um dos mais talentosos norte-americanos a servir nossa democracia". Em um comunicado distribuído mais cedo, Obama afirmou que o falecimento do ícone liberal encerrou um capítulo épico da vida política norte-americana.

 

"Sua vida extraordinária na Terra chegou ao fim, mas o extraordinário bem que ele fez sobrevive", disse Obama. "Michelle e eu ficamos com o coração partido ao saber nesta manhã da morte de nosso querido amigo, o senador Ted Kennedy", disse Obama no comunicado.

 

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"Um importante capítulo da nossa história chegou ao fim. Nosso país perdeu um grande líder, que pegou a tocha de seus irmãos mortos e se tornou o maior senador dos Estados Unidos do nosso tempo", disse Obama. Kennedy morreu nesta quarta-feira, aos 77 anos, depois de lutar contra um câncer no cérebro. A morte do senador rompe a última ligação com a célebre dinastia de seus irmãos assassinados, o ex-presidente dos EUA John F. Kennedy e o candidato presidencial e ex-senador e ministro Robert Kennedy.

 

"Durante cinco décadas, praticamente todos as grandes projetos de legislação dedicados ao avanço dos direitos humanos, da saúde e do bem estar econômico do povo norte-americano carregavam seu nome e resultaram de seus esforços", disse Obama.

 

Kennedy faleceu no momento em que suas habilidades como negociador no Senado eram muito necessárias, já que Obama se esforça para pôr em prática um ambicioso plano de reforma do sistema de saúde - uma questão pela qual Kennedy lutou durante décadas.

 

"Eu lembro com prazer de sua confiança e seu significativo apoio na minha corrida pela presidência", acrescentou Obama, observando que Kennedy rompeu com seus antigos aliados Hillary e Bill Clinton para endossar sua candidatura à Casa Branca. Naquele momento, o apoio de Kennedy foi visto como uma importante validação da candidatura de Obama e como a transferência da tocha do irmão de lendas políticas assassinadas para um jovem e carismático liberal.

 

Texto atualizado às 11h50.

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