Mortes de promotor e esposa no Texas parecem premeditadas

A morte de um promotor do Texas e da mulher dele, no mesmo condado onde um promotor-assistente já havia sido assassinado em janeiro diante de um tribunal, não parece ter sido aleatória, disse uma autoridade local no domingo.

MARICE RICHTER, Reuters

01 de abril de 2013 | 09h36

Mike McLelland, promotor do condado de Kaufman, e sua mulher, Cynthia, foram achados mortos a tiros no sábado na sua casa, perto da localidade texana de Forney, dois meses depois do crime contra o promotor-assistente Mark Hasse.

"Na minha visão, parece que não foi aleatório. Foi um ataque dirigido", disse o prefeito de Forney, Darren Rozell, à CNN. "Estamos obviamente tristes e chocados, mas há algum ultraje também."

Ele não citou possíveis motivações para o crime, e nem ele nem o xerife local, David Byrnes, descartaram uma vinculação entre as mortes.

Hasse foi morto em 31 de janeiro, mesmo dia em que o Departamento de Justiça dos EUA divulgou nota dizendo que a Promotoria do condado de Kaufman havia se envolvido em um caso de extorsão contra um grupo supremacista branco chamado Irmandade Ariana.

Bruce Wood, juiz do condado de Kaufman, disse que o último contato conhecido com o casal McLelland ocorreu por volta de 19h de sexta-feira (hora local). O juiz descreveu McLelalland como um amigo e colega, e disse que os dois conversavam regularmente sobre o caso Hasse.

Várias autoridades estaduais e federais, incluindo o FBI, participam da investigação, e é cedo para falar em suspeitos, segundo Byrner.

McLelland, um veterano que passou 23 anos no Exército e participou da operação Tempestade no Deserto (Guerra do Golfo), deixa cinco filhos, incluindo um que é agente da polícia de Dallas, segundo biografia no site do condado.

As autoridades não prenderam ninguém por causa da morte de Hasse. McLelland havia prometido levar o assassino à Justiça.

Neste mês, o caso teve uma nova reviravolta com o anúncio de que o FBI estava investigando uma possível relação da morte de Hasse com o assassinato de Tom Clements, diretor prisional do Colorado, ocorrido em 19 de março.

Evan Spencer Ebel, de 28 anos, ex-detento do Colorado suspeito de matar Clements, morreu em tiroteio com a polícia no dia 21 em Decatur, no Texas. Ebel era membro de uma quadrilha supremacista branca chamada 211 Crew, e tinha uma tatuagem de suástica, segundo registros judiciais.

Mas o juiz Wood disse que os investigadores não descobriram ligações entre as mortes de Clements e Hasse.

(Reportagem de Marice Richter em Dallas; com reportagem adicional de Jon Nielsen in Waxahachie, Texas, e Corrie MacLaggan em Austin, Texas)

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