Motorista de Bin Laden é condenado por apoio ao terrorismo

Guantánamo inocenta Hamdan de conspiração com a Al-Qaeda no 1.º julgamento militar na prisão americana

Agências internacionais,

06 de agosto de 2008 | 11h31

Um júri de seis oficiais militares condenou ex-motorista de Osama bin Laden, Salim Hamdan, por fornecer apoio material para o terrorismo no primeiro julgamento americano por crimes de guerra desde a Segunda Guerra Mundial. Hamdan foi inocentado das acusações de por conspirar com a Al-Qaeda, mas ainda pode ser condenado à prisão perpétua.   Veja também: Veredicto de motorista de Bin Laden divide candidatos nos EUA   Os jurados selecionados pelo Pentágono deliberaram o veredicto depois de mais de 3 dias do fim do julgamento. A sentença deve ser anunciada ainda nesta quarta-feira. O julgamento foi o primeiro a ser concluído nos polêmicos tribunais criados pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em resposta aos ataques de 11 de setembro de 2001, o primeiro estabelecido para crimes de guerra desde a Segunda Guerra Mundial.   A pena máxima para o crime pelo qual foi condenado é a prisão perpétua. A divulgação da sentença deve ocorrer ainda nesta quarta. Hamdan levou as mãos à cabeça e chorou quando a decisão foi lida pelo capitão que preside o júri estabelecido na carceragem da base naval mantida pelos EUA na Baía de Guantánamo.   O iemenita, preso há seis anos na base naval dos EUA na baía de  diz que dirigiu para Bin Laden porque precisava do salário de US$ 200 dólares que recebia, mas nega ter ingressado na Al-Qaeda, ter jurado lealdade ao militante ou ter participado de ataques.   Conspiração   O ex-motorista de Bin Laden, preso há seis ainda em Guantánamo (Cuba), foi considerado culpado de cinco das oito acusações de apoio ao terrorismo, incluindo a de ser o motorista e guarda-costas de Osama Bin Laden, um homem que "ele sabia ser o líder de uma organização terrorista". Ele foi inocentado de duas acusações de conspiração.   Segundo a acusação, Hamdan teve um "papel vital" na conspiração por trás dos ataques de 11 de setembro de 2001. No entanto, a defesa diz que ele era um simples empregado. Hamdan, de 37 anos, foi capturado no Afeganistão em novembro de 2001. Ele admitiu ter trabalhado para Bin Laden no Afeganistão de 1997 a 2001.   Segundo a BBC, a Casa Branca disse que o julgamento foi justo e que espera que outros casos sejam levados a júri. Os advogados de defesa dizem que o veredicto era inevitável e que esse sistema foi criado para condenar os réus. Cerca de 270 suspeitos permanecem presos em Guantánamo.    

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